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Covid-19

Ómicron. Medidas podem apertar se a vacina perder efetividade contra hospitalizações

17 dez, 2021 - 11:24 • Inês Braga Sampaio

Efetividade da vacina contra transmissão diminui face à nova variante, mas ainda não se sabe qual será a performance contra internamentos. Há que esperar "alguns dias".

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A vacina contra a Covid-19 perdeu efetividade contra a variante Ómicron a nível de infeção sintomática. No entanto, segundo o investigador do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), ainda não se sabe qual é a sua performance contra hospitalização. Se falhar, o Governo poderá ter de voltar a tomar medidas mais fortes contra a pandemia.

"Há uma redução da efetividade da vacina contra infeção sintomática, mas os estudos são muito recentes e com grande incerteza. Contra hospitalização não se sabe qual será a efetividade. Se se verificar que as vacinas têm menor efetividade contra a hospitalização, poderemos ter um cenário em que o número de hospitalização ultrapasse as linhas vermelhas e teremos de tomar outras medidas", explicou o Baltazar Nunes, esta sexta-feira, em conferência de imprensa de atualização da informação sobre a situação epidemiológica em Portugal.

Ao lado da ministra da Saúde, Marta Temido, o investigador esclareceu quais os dois cenários em perspetiva.

Se a vacina mantiver efetividade contra a hospitalização, o número de casos poderá aumentar, mas o número de internamentos manter-se-á comparativamente baixo.

"O grande indicador será a faixa etária dos maiores de 70 que têm há muito pouco tempo a dose de reforço. Se se verificar que a vacina não tem efetividade, teremos mesmo de adotar outras medidas", referiu.

De qualquer forma, há que aguardar "mais uns dias" para tirar quaisquer ilações, "para perceber de que forma vai aumentar a transmissibilidade e as hospitalizações em Portugal".

Se é certo que a variante Ómicron é mais transmissível, o que levará a um aumento do R, é preciso perceber o que acontece a quem já tem anticorpos para as variantes Delta e Alfa, seja por vacinação ou anterior infeção.

"O que vamos observar é o aumento da incidência e do número de reprodução efetiva, o Rt. Quando atingirmos uma maioria do número de casos de Ómicron, se o R, que está a descer, começar a crescer, será um sinal de que ela está a aumentar a incidência. Aí conseguiremos fazer projeções da incidência em Portugal de hospitalizações e óbitos para as próximas semanas", detalhou.

Variante "mais transmissível" em Portugal


João Paulo Gomes, também ele investigador do INSA, que declarou que "estamos na presença da variante mais transmissível em Portugal", apesar de ter desmontado alguns "mitos".

"Um estudo da África do Sul indica que a transmissibilidade da Ómicron é 70% superior à variante Delta, o que é falso. No entanto, há estudos que indicam que a Ómicron é 10% menos transmissível. Mas estamos na presença da variante mais transmissível em Portugal- A estimativa é que a prevalência da variante Ómicron passe a ser dominante no país na próxima semana", frisou.

João Paulo Gomes descartou, por outro lado, que os testes percam eficácia contra a variante Ómicron:

"O processo de transmissão é exatamente o mesmo que as outras variantes, o vírus é o mesmo. E não há nenhuma indicação de que um tipo de teste seja menos eficaz contra esta variante."

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.717 pessoas e foram contabilizados 1.211.130 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 77 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

A nível mundial, o novo coronavírus já provocou, pelo menos, 5.328.762 mortes desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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