Tempo
|
A+ / A-

Centenas de militares recusaram a vacina contra a Covid-19

17 nov, 2021 - 08:19 • Olímpia Mairos

As percentagens assumidas pela Marinha e pelo Exército superam significativamente a estimativa de recusa de vacinação na sociedade civil.

A+ / A-

Veja também:


Há centenas de militares que recusaram a vacina contra a Covid-19. O "Diário de Notícias" escreve esta quarta-feira que a percentagem de militares no ativo que recusou a vacina está bastante acima da média nacional e, no caso da Armada, supera em cinco vezes.

Segundo o jornal, na Marinha cerca de 800 recusaram a vacina, no Exército serão 756 os militares que não quiseram ser vacinados e na Força Aérea os dados sobre a vacinação contra a Covid-19 não são conhecidos.

Várias fontes militares, citadas pelo DN, asseguram que "há negacionistas nas Forças Armadas" que estão a pôr em causa operações, dando como exemplo os recentes surtos em navios da Marinha, mas essa afirmação é negada pelos comandos e as próprias associações militares têm dúvidas.

Segundo o DN, a porta-voz oficial da Armada sublinha que "a vacinação na Marinha assume caráter voluntário, sendo a recusa declarada por escrito, não havendo lugar a apresentação de justificação para a recusa", não ficando claro o que acontece a quem se encontra nesta situação.

Ainda segundo o jornal, no Exército são desconhecidas as razões invocadas pelos militares para a recusa da vacina e não existem restrições específicas para o grupo de militares que não está vacinado.

"O Exército mantém implementado o plano de testagem periódica nas Unidades, de acordo com a missão e a avaliação de risco, conforme Plano de Contingência para a Covid-19", disse ao DN o gabinete do Chefe de Estado-Maior do Exército, acrescentando que se mantêm em vigor as medidas de distanciamento, uso de máscara, desinfeção e arejamento frequentes das instalações, a fim de reduzir o risco de transmissão do SARS-CoV-2.

Existem, no entanto, "restrições na participação em Forças Nacionais Destacadas", uma vez que de acordo com "as recomendações do Centro de Epidemiologia e Intervenção Preventiva do Hospital das Forças Armadas (CEIP/HFAR), vertidas nas Ordens do Exército, só podem ser destacados para missões fora do território nacional, militares que estejam vacinados, sendo a recusa em ser vacinado critério de exclusão da missão".

Na passada semana a Marinha anunciou um novo surto de Covid-19 na fragata Corte Real, integrada na Força Naval Permanente n.º 1 da NATO, atracada em Karlskrona, na Suécia.

Uma situação que segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) "não teve impacto na continuidade da missão", escreve o jornal indicando que “os infetados (até esta segunda-feira 35 dos 182 que constituem a guarnição) estão a dormir ao relento no hangar do navio, a viajar da Suécia para a Noruega, com temperaturas vários graus abaixo de zero, segundo fonte que está a acompanhar o caso”.

[notícia corrigida às 17h18]

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Luis Manuel Valente
    17 nov, 2021 Entroncamento 20:19
    Gostava de entrevistar o Gouveia e Mello qual a razão dos militares da marinha se recusarem a ser vacinados, pois cheira me a esturro, e como diz o ditado" nunca ha fumo sem fogo n

Destaques V+