Tempo
|
A+ / A-

Famalicão

Família acusa Ministério da Educação de “bullying e perseguição”

04 jul, 2021 - 23:26 • Sandra Afonso

Os dois filhos não frequentam a cadeira de Cidadania e Desenvolvimento e, pelo segundo ano, correm o risco de ficar retidos por faltas.

A+ / A-

Pai diz que os filhos são “reféns” do Estado e da escola, que acusa de tudo fazerem para que não passem de ano. Em causa está a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, contestada por Artur Mesquita Guimarães, por formar consciências.

“A escola e o Ministério da Educação continuam a querer perseguir os nossos filhos. Tomaram-nos como reféns e estão a fazer tudo para que isso [o chumbo de ano] aconteça.”

Os dois filhos não frequentam a cadeira na escola de Famalicão e, pelo segundo ano, correm o risco de ficar retidos por faltas.

“Estou em crer que não vão ter de repetir ano nenhum, até porque seria uma grande injustiça e colocava de rastos um estado de direito. Há um processo de reclamação de direitos que teve origem no ano passado num episódio semelhante ao que estamos a viver este ano e não está terminado. São alunos exemplares sob todos os pontos de vista – quer na perspetiva de bons cidadãos, quer na perspetiva de resultados escolares – e seria desajustado terem de repetir o ano”, refere.

O pai dos dois irmãos, ouvido este domingo pela Renascença, explica ainda que esta semana foi entregue a segunda providência cautelar para impedir que os filhos sejam reprovados.

Artur Mesquita Guimarães espera uma decisão rápida sobre a providência cautelar e acusa a escola e o Ministério de perseguição e “bulliyng”.

“É completamente desproporcionado este bullying. A providência cautelar deve correr com rapidez e admitimos que rapidamente o processo esteja normalizado. Depois, com certeza, continuaremos a discutir em tribunal o processo de reclamação de direitos que acionamos no ano passado. Estamos tranquilos em relação a tudo isto”, acrescentou. “É lamentável que tenhamos uma perseguição por parte da escola e do Ministério da Educação”.

Os dois rapazes, se tudo decorrer normalmente e em linha com as notas que registam, devem passar no próximo ano letivo para o 10.º e 8.º anos de escolaridade, respetivamente.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Filipe
    05 jul, 2021 évora 20:52
    .... tiraram os crucifixos das salas .... mas estendem outra seita às crianças indefesas , manipulam o cérebro como vendedores da banha da cobra . E , passam os ciganos de ano com 5 negativas .... a política e justiça estão minados de gente gay e lésbica . Pessoas que precisam de internamento compulsivo imediato .
  • Fabio
    05 jul, 2021 Lisboa 13:07
    Se faz parte obrigatoria do curriculum e para todos os alunos não vejo como possa ser bullying apenas para estes muito menos reféns
  • João
    05 jul, 2021 Viseu 10:44
    A Ideologia de Género nas Escolas, é um escândalo conhecido por poucos: a LGBT com o apoio do Ministério da Educação e o dinheiro dos contribuintes, está a “corromper” as crianças e adolescentes... sem a concordância dos Pais e Mães... É preciso interrogar e responsabilizar o Ministro da Educação sobre os 2 irmão de Famalicão, excelentes alunos e que os chumbaram porque os pais recusaram que os seus filhos assistissem às sessões de Ideologia de Género…que mais não são do que uma forma de corromper os alunos sem dar conhecimento aos Pais que são os primeiros e principais educadores dos seus filhos.
  • Joaquim Santos
    05 jul, 2021 Tojal 07:54
    Numa entrevista com o Dr. Alberto Bárcena, prestigioso professor de história, explica-nos os fundamentos da perniciosa “ideologia de género” que se impõe na educação oficial, nas aulas de Cidadania, pelas mãos de organizações supranacionais dependentes da ONU e que o nosso governo impõe nas escolas, nos meios de comunicação e na arte. O que nos diz Alberto Bárcena. (A "ideologia de género" produz uma frustração permanente em crianças em idade escolar que são forçadas a aceitar como normal e lícito o que é anormal e ilegal em si mesmo porque não é natural. A Maçonaria usa a "ideologia de género" para dinamitar a sociedade em uma luta feroz contra o Cristianismo, amputando os valores tradicionais das famílias cristãs, tentando assim reduzir a taxa de natalidade dos povos com este planeamento familiar doentio. A alternativa contra esta desgraça, contra a moralidade é a informação contundente e verdadeira do que realmente se está cozinhando nessas formações supranacionais que realmente lideram as nações. A “ideologia de género” é o roteiro tomado por eles para a educação das nações).

Destaques V+