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Marcelo anuncia fim "imediato" das cercas sanitárias em Odemira

11 mai, 2021 - 18:02

Presidente da República diz que a cerca vai ser levantada "de imediato" após a assinatura de acordos para resolver o problema do alojamento de trabalhadores temporários.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta terça-feira que vão ser levantadas "de imediato", as cercas sanitárias no concelho de Odemira.

As freguesias de São Teotónio e Almograve tinham cercas sanitárias desde 29 de abril, por causa da pandemia de Covid-19.

"Fui informado pelo senhor primeiro-ministro de que seria levantada a cerca sanitária de imediato, hoje mesmo. O que significa que acabou por fazer caminho uma solução de que se falou há uns dias, que era uma solução de acordo que permitisse ultrapassar, por um lado, as discussões jurídicas e por outro lado as questões de sensibilidade pessoal e social que se levantavam no imediato e para o futuro", declarou o Presidente da República.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, serão "firmados dois acordos, um para resolver o problema do alojamento de trabalhadores temporários, no imediato, por acordo. E o outro é um acordo Estado/Autarquia para converter a situação temporária em mais definitiva, no futuro, com fundos europeus".

O chefe de Estado falava aos jornalistas à margem de uma visita a Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

O primeiro-ministro, António Costa, desloca-se esta terça-feira ao concelho Odemira, que nas últimas semanas tem sido notícia por causa da falta de condições dos trabalhadores sazonais migrantes e pela cerca de sanitária em duas freguesias por causa da pandemia de Covid-19.

O gabinete do primeiro-ministro adianta que António Costa vai participar numa "reunião de trabalho e assinatura de protocolos tendo em vista dar resposta às necessidades habitacionais verificadas no concelho".

O Presidente da República afirmou esta terça-feira, em Caminha, que é preciso retirar "muitas consequências políticas" do caso dos imigrantes de Odemira.

"Em relação a Odemira, acho que tem de retirar muitas consequências políticas. Tem de se fiscalizar para saber como é por respeito à legalidade, tem de se apurar se há ou não uma situação que convida àquilo que são atuações criminais, tem de se pensar a sério no problema dos imigrantes que estão cá dentro, que trabalham", referiu.

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