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Sindicato dos Jornalistas pede reunião urgente com Cofina sobre despedimento coletivo

13 abr, 2021 - 15:29 • Lusa

Grupo que detém o Correio da Manhã vai despedir 26 trabalhadores, entre os quais seis jornalistas, justificando a “profunda crise que afeta o setor”.

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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) informou esta terça-feira ter solicitado uma “reunião urgente” à administração da Cofina Media, na sequência do anunciado despedimento coletivo de 26 trabalhadores do grupo, entre os quais seis jornalistas.

Em comunicado, o SJ recorda que, “há apenas quatro anos, o grupo […] procedeu a um despedimento coletivo de 65 trabalhadores, 30 dos quais jornalistas”.

“O SJ manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores afetados, estando já a prestar apoio jurídico aos seus associados”, refere o sindicato.

Detentora de várias publicações, como o Correio da Manhã, o Record, o Jornal de Negócios, a revista Sábado e a TV Guia, e do canal televisivo CMTV, a Cofina Media contava, em março, com um total de 656 trabalhadores.

A agência Lusa noticiou na segunda-feira que a Cofina Media vai avançar com um despedimento coletivo que envolve 26 postos de trabalho.

Na carta enviada aos trabalhadores visados, a que a Lusa teve acesso, o grupo refere que o processo “implicará a cessação de 26 contratos de trabalho e fundamenta-se em motivos de mercado e estruturais, mais precisamente na redução da atividade da empresa e na consequente necessidade de proceder à reestruturação da sua organização produtiva”.

O despedimento afeta a área do tratamento de imagem, onde serão extintos cinco postos de trabalho, abrange ainda cinco revisores, quatro jornalistas, quatro documentalistas, um fotojornalista e um coordenador geral de fotografia.

Serão ainda extintos postos de trabalho na direção comercial.

Na comunicação, a empresa destaca a “profunda crise que afeta o setor” e refere que o grupo Cofina tem vindo a perder volume de negócios, tanto nas vendas de produtos como nas vendas de publicidade.

“Entre 2010 e 2020, as receitas da Cofina caíram 48%, cerca de 65 milhões de euros”, sublinha a empresa, acrescentando que a pandemia de covid-19 veio “agravar este contexto”.

Além dos resultados financeiros, a empresa refere a “crescente automatização de tarefas” que resultou “num crescente esvaziamento de funções das diferentes equipas afetas às áreas de suporte”.

No documento, a Cofina Media recorda que em 2017 fez uma “profunda reestruturação” que afetou as redações das várias publicações, que levou à cessação de 100 contratos de trabalho, entre rescisões por mútuo acordo e despedimento coletivo.

Nessa altura, diz a empresa, ficaram de fora da reestruturação as áreas de suporte, nomeadamente o tratamento de imagem, revisão, documentalistas e fotografia.

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