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Operação Marquês

José Sócrates: "Todas as grandes mentiras da acusação caíram"

09 abr, 2021 - 18:13 • Redação

O ex-primeiro-ministro José Sócrates afirma que "a única conclusão é esta: Prendera, difamaram durante sete anos um inocente".

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Farpas à acusação e muitas ilibações. O que disse (e decidiu) o juiz Ivo Rosa sobre a Operação Marquês
Farpas à acusação e muitas ilibações. O que disse (e decidiu) o juiz Ivo Rosa sobre a Operação Marquês

"Todas as grandes mentiras da acusação caíram", declarou José Sócrates no final da leitura da decisão instrutória da Operação Marquês.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates falou longamente aos jornalistas depois de sair do tribunal, esta sexta-feira, onde viu cair a esmagadora maioria dos crimes de que era indiciado na Operação Marquês.

Sócrates não poupou críticas ao Ministério Público e também aos jornalistas, nas suas declarações.

"O ministério público escolheu o juiz Carlos Alexandre para me poder investigar e prender. A única conclusão é esta: Prenderam e difamaram durante sete anos um inocente. Tudo aquilo com base no qual me prenderam, todos esses crimes não existiram, eram tudo falsidades", disse Sócrates.

Questionado sobre se tinha medo de uma decisão diferente depois do recurso, respondeu que "o único receio que tenho é das manipulações. Isso é o que todos deviam recear."

"É um verdadeiro escândalo, aconteceram dois crimes: Manipulaçao do processo e encobrimento. O Ministério Público encobriu, o Conselho Superior da Magistratura encobriu o crime e todos participaram nessa urdidura", concluiu José Sócrates.

Durante a sua longa diatribe à porta do tribunal o ex-primeiro-ministro também foi muito crítico para com os jornalistas, acusando-os de terem culpas na "perseguição" de que diz ter sido alvo. "Não acham que o jornalismo devia também fazer uma reflexão? Nada disto tinha chegado a este ponto se o jornalismo tivesse feito o seu trabalho. Como é que pudemos dar publicidade a estas alegações que não tinham nem factos, nem indícios, nem provas."

Futuro político e pedido de indemnização em aberto

Quando, no meio das suas declarações, José Sócrates foi questionado sobre o seu futuro político deu uma resposta vaga, não se comprometendo. "O meu futuro político diz-me respeito a mim", disse. Mais tarde diria que esse é um debate que quer fazer consigo próprio, dizendo que não quer falar, para já, de uma eventual candidatura a um cargo político.

O arguido também não disse diretamente se vai pedir uma indemnização ao Estado pelo que passou, mas insinuou-o, sublinhando todas as injustiças de que diz ter sido alvo, afirmando que não tem dúvidas de que tudo se tratou de uma motivação política "urdida pelo procurador e o juiz".

José Sócrates também respondeu ao facto de pelo menos algumas das acusações se manterem, nomeadamente as de branqueamento e falsificação de documentos, afirmando que rejeita totalmente a autoria desses crimes e que se vai defender delas em tribunal. "Documentos que nunca conheci, nunca assinei. Não me conformo com isso. Não é correcto."

Visivelmente exaltado, o principal arguido do Caso Marquês abandonou o local lançando várias acusações contra alguns alguns dos jornalistas que estavam no local, mas prometeu que ainda tem muito para dizer. "Tenho muito a dizer, e vou dizê-lo. Mas para já importa referir o escândalo da manipulação do processo. Todas as grandes acusações ruíram com grande fulgor."

Foi um dia negro para o Ministério Público esta tarde de sexta-feira no Campus da Justiça. A esmagadora maioria das acuasações, incluindo todas as de corrupção, caíram por terra. O Ministério Público vai recorrer para a relação.

[Atualizado às 18h41]

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