Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Coronavírus

Especialista do Hospital de São João “bombardeada” com perguntas sobre AstraZeneca

07 abr, 2021 - 18:59 • Henrique Cunha

Os riscos de contrair a doença são maiores do que as de desenvolver coágulos, diz Luciana Gonçalves, que considera que não faz sentido a União Europeia suspender a vacina para certos grupos etários.

A+ / A-

Veja também:


A médica Luciana Ricca Gonçalves, do Hospital de São João, revela ter sido "completamente bombardeada esta semana e na semana passada com dúvidas dos doentes com a vacina (AstraZeneca) já marcada e muitos deles com muito receio de fazer a vacina".

Luciana Ricca Gonçalves é médica no Serviço de Imunohemoterapia e na consulta de doentes com risco trombótico tem sido questionada sobre os riscos associados à vacina do consórcio anglo-sueco.

A especialista responde que "os doentes têm de pensar que é muito superior o risco de desenvolver uma doença grave com Covid do que propriamente desenvolver uma trombose com a vacina".

Noutro plano, Luciana Ricca Gonçalves considera "muito difícil responder" se se devia evitar a utilização da Vacina da AstraZeneca a pessoas com problemas vasculares e com doenças de sangue. A médica refere que "não sabemos se as pessoas que tiveram os tais problemas de trombose associados à vacina tinham ou não patologia prévia diagnosticada, ou seja, se eram pessoas que tinham problemas cardiovasculares ou não".

O Reino Unido decidiu suspender esta quarta-feira a vacina do consórcio anglo-sueco a menores de 30 anos, mas Luciana Ricca Gonçalves entende que "não faz sentido" a União Europeia optar por uma solução idêntica.

A médica lembra, por exemplo, que a heparina, “um fármaco utilizado no mundo inteiro”, também “pode desenvolver um efeito adverso semelhante" ao registado com a vacina da AstraZeneca, mas, por agora, "não foi limitada a utilização desse fármaco a determinadas populações".

"Eu acho que limitar e começar a dividir as populações em grupos e grupinhos e a limitar a administração da vacina vai criar receios infundados"; sublinha a médica do Hospital de São João.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+