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Transportes têm quebra na procura até 90%

31 mar, 2020 - 15:39 • Lusa

As reduções de clientes são transversais a todos os tipos de transporte.

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A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) revelou hoje que alguns operadores de transporte de passageiros, rodoviários e ferroviários, comunicaram reduções na procura entre os 60% e os 90%, desde a implementação de medidas excecionais contra a covid-19.

Numa nota acerca da adaptação do setor dos transportes de passageiros no contexto da covid-19, a AMT revelou que, face às medidas excecionais para fazer face à pandemia, e tendo em conta as informações reportadas por alguns operadores de transporte, a procura nas ligações rodoviárias de longo curso “ter-se-á reduzido em cerca de 90%”.

Ainda no setor rodoviário, de acordo com o balanço da AMT, no transporte urbano e intermunicipal ter-se-ão verificado reduções superiores a 60%, conforme as regiões.

Num comunicado enviado hoje à imprensa, o Grupo Rodoviária do Tejo (que integra as empresas Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Lis e Rodoviária do Oeste), por exemplo, estimou que “as restrições de mobilidade decretadas e aplicadas ao setor resultaram numa quebra da atividade geral do Grupo que ascende aos 90%, com uma quebra total nos serviços de turismo ocasional e uma quebra nos serviços regulares (serviços urbanos, interurbanos e Expressos) de 90%”.

Já as ligações ferroviárias de longo curso verificaram uma redução de 60% na procura, enquanto as ligações ferroviárias urbanas e suburbanas e os metropolitanos registam uma diminuição da procura superior a 70%.

Os ‘rent-a-car’ reportaram a redução de atividade em mais de 60%, apesar de manterem “a possibilidade de apoio a funções essenciais, como o transporte de mercadorias”, desde que as regras de proteção de saúde pública sejam cumpridas.

A autoridade dos transportes realça ainda ter sido reportado que “uma parte substancial” dos serviços de ‘sharing’ (como os de ‘bike-sharing’ e de ‘car-sharing’) “foram suspensos”, embora “alguns meios de serviços de ‘bike-sharing’ estejam a ser realocados ao apoio a funções essenciais, sobretudo na distribuição de bens alimentares”.

A AMT, que monitoriza a evolução do mercado de transporte de passageiros, destacou que “os diversos modos de transportes têm procurado adaptar a sua oferta à efetiva procura, à medida das necessidades efetivas”.

A autoridade salientou que as medidas de contenção previstas “têm vindo a ser implementadas”, segundo a informação das autoridades de transportes locais (Municípios, Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas) e operadores de transportes.

Em relação aos táxis e ao transporte em veículos descaracterizados (TVDE), a AMT realçou que “se afigura” estarem a ser cumpridas normas de higiene, como “a restrição do acesso ao banco dianteiro e a renovação do ar interior das viaturas e a limpeza das superfícies”.

Foi ainda dada às autarquias a possibilidade de restringir a circulação de táxis, “ainda que não exista reporte de que tal possibilidade tenha sido utilizada”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00h00 de 19 de março e até às 23h59 de 2 de abril.

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