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Furacão Lorenzo

Governo regional declara situação de crise energética para garantir abastecimento

03 out, 2019 - 08:10 • Redação

A passagem do furacão provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.

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O Governo regional dos Açores declarou situação de crise energética para garantir o abastecimento às ilhas das Flores e do Corvo.

A passagem do furacão Lorenzo, que destruiu o porto das Lajes das Flores, colocou em causa o abastecimento de combustível por via marítima às ilhas do Grupo Ocidental do arquipélago.

"O porto comercial é uma estrutura que nos afeta muito e terá custos muito elevados para a sua reparação, o que faz com que neste momento tenhamos problemas de acostagem de embarcações aqui na ilha. É a grande preocupação que nós temos", explica à Renascença o presidente da Câmara das Lajes das Flores, Luís Maciel.

“A situação de crise energética agora declarada visa garantir os abastecimentos energéticos essenciais ao funcionamento de um conjunto de serviços estruturantes da Região, dos setores prioritários da economia local e a satisfação das necessidades fundamentais da população das ilhas das Flores e do Corvo, vigorando a partir das 19h00 do dia 2 de outubro até às 23h59 de 31 de outubro, nestas duas ilhas.

Durante este período estão fixados limites ao abastecimento em postos de abastecimento, nomeadamente um máximo de 15 litros de gasolina ou gasóleo diário por veículo automóvel ligeiro e um máximo de 20 litros de gasolina ou gasóleo por cada veículo automóvel pesado. É ainda estabelecido que os postos de abastecimento de combustível das duas ilhas ficam obrigados a reservar 40% do combustível disponível para uso exclusivo das entidades prioritárias e veículos equiparados”, pode ler-se no site oficial.

Esta quinta-feira, as autoridades vão começar a fazer contas aos prejuízos, mas há escolas que continuam encerradas por motivos de segurança.

A passagem do furacão provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas, mas o Plano Regional de Emergência de Proteção Civil já foi desativado e a situação está a regressar à normalidade.

Num primeiro balanço depois da passagem do furacão, a meio da tarde de hoje, o presidente da Federação das Pescas dos Açores, Gualberto Rita, referiu que as Lajes, nas Flores, foi onde se registaram mais prejuízos para o setor, ainda não quantificados.

Quanto ao setor da agricultura, o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, considerou que a passagem do furacão não foi "tão devastadora como era expectável", reconhecendo, no entanto, "graves prejuízos" em algumas ilhas, nomeadamente nas Flores, Pico, Faial e Corvo.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, irá na quinta-feira deslocar-se aos Açores, em representação do primeiro-ministro, António Costa, para analisar os danos causados pelo furacão.

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