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Urban Beach despede seguranças que agrediram jovem à entrada do estabelecimento

02 nov, 2017 - 16:24

Agressões em plena luz do dia, com dezenas de testemunhas. PSP está a investigar.

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Seguranças do Urban Beach espancam jovens
Seguranças do Urban Beach espancam jovens

A administração da discoteca Urban Beach, em Lisboa, afastou “de imediato” os seguranças responsáveis pela agressão a, pelo menos, um jovem na madrugada desta quarta-feira, à porta do espaço.

A informação foi confirmada ao "Público" pelo presidente do Conselho de Administração do Urban Beach, Paulo Dâmaso. A Renascença já tentou contactar este responsável, mas ainda não obteve resposta até ao momento.

Paulo Dâmaso disse ao “Público” que "a situação é lamentável e repugnante" e que a equipa do Urban Beach não se revê na atitude dos seguranças, que são contratados através de uma empresa de segurança e vigilância.

O Ministério Público está já a investigar os episódios de violência ocorridos à porta do “Urban Beach”. À Renascença, o gabinete da Procuradoria-Geral da República confirma que "o Ministério Público decidiu instaurar inquérito" e que "a investigação decorre em articulação com a PSP".

Já a Câmara Municipal de Lisboa pediu uma reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna para discutir este episódio, adiantou ao Público fonte municipal.

A Renascença sabe que a PSP já está a par do acontecimento e está a investigar, mas a comissária Helga Fiúza, do Comando Metropolitano, não soube especificar se houve alguma queixa ou se a polícia entrou em acção depois de ter visto as imagens que circulam nas redes sociais.

O filme de cerca de um minuto, filmado com telemóvel, começa por mostrar um jovem deitado no chão e outro a tentar ajudá-lo a levantar-se, dando a entender que terá havido uma agressão anterior. Ouve-se, então, a voz de uma mulher a dizer “filma, que eu vou processar aquele gajo” e um homem a dizer “coitado”.

Nessa altura, um dos seguranças aproxima-se e agride com um murro o jovem que volta a cair no chão. O amigo que o tentava levantar abre os braços como que a pedir calma e outros seguranças aproximam-se e voltam a agredir a vítima, no chão, inclusivamente com um pontapé na cabeça, antes de se afastarem outra vez.

Por fim, um segurança aproxima-se e ajuda o segundo jovem a levantar o amigo do chão, mas quando este tenta afastar-se do local com o agredido esse mesmo segurança puxa-o para trás e bate-lhe também, atirando-o ao chão. O segundo jovem fica então deitado no chão e o segurança salta para cima da sua cabeça, a pés juntos.

Toda a acção se passa já com luz do dia, com dezenas de pessoas por perto.

A Renascença tentou, sem sucesso, contactar a empresa PSG, responsável pela segurança privada do Urban Beach.

[Notícia actualizada às 20h06]

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  • Ricardo L
    03 nov, 2017 Lisboa 17:03
    1 Nem mais caro Ricardo, isso é que era de HOMEM ! ! !
  • Ricardo
    03 nov, 2017 16:45
    Tenho uma soluçao para estas autenticos Gorilas de violencia gratuita que como sao tao corajossos a bater em pobres rapazes indefesos e em matilha q se alistem no exercito e os enviem para a Siria para resolver de uma vez por todas o problema do terrorismo concerteza com a coragem evidenciada teremos o problema resolvido em menos de uns meses!!
  • Sverian Strazza
    03 nov, 2017 Lisboa (Africa Branca) 10:46
    Escumalha, escumalha, uma verdadeira matilha de INDIGENTES que não merecem viver. JUSTIÇA! FAÇA-SE JUSTIÇA SOBRE ESTA ESCUMALHA. Não poderá ser posta de parte a responsabilidade dos proprietários da discoteca
  • Ricardo L
    03 nov, 2017 Lisboa 10:31
    Caro Ricardo S Um bom segurança faria como um que vi no Algarve em pequeno quando passeava com a família (pais, avós, primos, tios...) ainda a horas mais que decentes. Enquanto um individuo muito duvidoso tentava forçar a entrada no local o segurança apenas não o deixava entrar (e isto de um modo mesmo muito delicado), até que o individuo escorregou na calçada e caiu. Nisto o mesmo tira uma navalha das meias e segue direito ao segurança que mais não fez que o desarmar e depois de desarmado não o espancou como V. Exa. certamente recomendaria...apenas o tentou acalmar e pediu para chamarem a polícia. tudo com muita calma. Pessoalmente, depois de o desarmar eu teria vontade de lhe partir a tromba toda (e até sou bastante pacifico), mas é por isso que não sou segurança. Aquilo sim era um segurança. Faz uns bons anos, à porta da Kapital, vi um segurança a gozar ao não permitir a entrada a um individuo e em ultima instância pediu-lhe o consumo mínimo da casa (250 euros) a pensar que se ia rir mas quando o individuo sacou dos 250 euros para entrar o sorriso apagou-se e seguiu-se um pontapé na cara... (se calhar era seu amigo também, não?) Ricos seguranças... Meu caro, encha-se de vergonha e cale-se. Você deve ser outro que daria um excelente segurança... Sinceramente. Aparece com cada um...
  • zita
    03 nov, 2017 lisboa 08:08
    Estas espécies de seguranças que mais parecem chimpanzés, isto é, animais, são tão fortes que eu gostaria de vê-los na posição inversa para ver se eram assim tão fortes. Baterem num bêbado caído no chão rodeado de capangas é de homem, espancá-lo até não se mexer. Deviam ser todos presos, e impossibilitados de exercer a "profissão de segurança". Quanto à espécie de discoteca devia ser encerrada para perceberem que este não é o modo de fazer segurança.
  • O nojo do Pais
    03 nov, 2017 Lisboa 00:26
    Mete-me nojo que as autoridades não tenham ainda fechado esse antro a que chamam discoteca. Seguranças assassinos, administradores coniventes, racistas declarados que cultivam a morte como objetivo. Que nojo de pais que permite isto. Tenham vergonha, fechem esse esgoto que não tem a ver com um país decente como Portugal
  • Lisboeta
    03 nov, 2017 Lisboa 00:01
    Há mais de 3 anos que esta situação é assim e ninguém fez, faz ou virá a fazer alguma coisa. Quando tudo o que acontece neste país de verdade é o que não sabemos isto é só um reflexo da máfia da noite.
  • Maria Santos
    02 nov, 2017 Almada 23:14
    E processar a SIRESP, não?!
  • Ricardo S
    02 nov, 2017 Lisboa 22:58
    Então? Agora calou-se tudo? Enfim... Aos poetas que aqui falaram, gostava de colocar uma questão agora: se fossem os vossos carros ou casas a ficarem “vazios”, ou os vossos filhos/as no hospital a pedirem ajuda porque um “coitadinho” destes gostou do telemóvel que tinham, já vinham para aqui criticar os seguranças, a psp e o governo porque não fizeram nada, não é?! Se encontrassem os responsáveis, também lhes punham a mão na testa e diziam “perdoai-lhes senhor, que não sabem o que fazem”, certo? Ou se esta noticia fosse sobre esse jovem voltar ao local com o resto do gangue e baleasse os seguranças, já não era coitadinho, pois não? Pois então que pensem um pouco antes de falarem, e sobretudo não falem do que não sabem!
  • Alexandre
    02 nov, 2017 Estoril 22:26
    Despediu? Para a semana estão a trabalhar noutra discoteca qualquer, e o Urban Beach contrata outros gorilas quaisquer.

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