Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Detido incendiário “movido por vingança”

14 ago, 2017 - 12:48

Desde Janeiro, a Judiciária já deteve 60 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

A+ / A-

A Polícia Judiciária já deteve 60 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal este ano. O último suspeito é um homem de 40 anos, que está desempregado.

O homem foi detido pela presumível autoria de um crime de incêndio florestal, em Viana do Castelo, que consumiu uma área de 50 m2 de mato, “não tendo tomando outras proporções dada a pronta intervenção de uma testemunha, populares e bombeiros que de imediato se deslocaram para o local”, descreve uma nota oficial.

O suspeito, residente na freguesia onde ocorreram os incêndios, terá ateado o incêndio com recurso a um isqueiro, “movido por sentimentos de vingança”.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.

Portugal é o país da União Europeia com mais área ardida neste ano: 139.586 hectares. Quase um terço do total da área ardida nos 28 países da União Europeia: mais de 380 mil hectares, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, que compara a área ardida até dia 5 de Agosto (2017) com a média dos últimos oito anos (2008-2016).

Só neste ano, já ardeu em Portugal uma área seis vezes superior à média registada nos oito anos anteriores.

Até agora, sábado (12 de Agosto) foi o pior dia do ano com 268 incêndios, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). As chamas foram combatidas por 6.553 operacionais, 1.762 veículos e 103 missões com meios aéreos.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • João Lopes
    15 ago, 2017 Viseu 18:42
    Sugestão: as televisões e as rádios deveriam, voluntariamente, deixar de fazer reportagens sobre os fogos!
  • CARDOSO
    15 ago, 2017 SEIXAL 14:13
    NATURALMENTE, QUEM ESTÁ POR DETRÁS DESTES INCÊNDIOS SABE O QUE ESTÁ AFAZER.ISTO É COMO A DROGA.QUANDO AS AUTORIDADES COMEÇAM A PUXAR A PONTA DO NOVELO TÊM DE PARAR.

Destaques V+