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Isabel Alçada defende comparticipação de manuais no secundário

10 dez, 2016 - 11:51

"Os livros do secundário são realmente pesados no orçamento familiar”, sublinha a antiga ministra da Educação em declarações ao programa Ensaio Geral da Renascença.

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Os manuais escolares pesam no orçamento familiar e por isso deve ser ponderado o apoio público a nível do secundário, defende a ex-ministra da Educação Isabel Alçada.

Em declarações ao programa Ensaio Geral da Renascença, a antiga responsável do Plano Nacional de Leitura defende uma maior comparticipação do Estado.

“Sei que há alunos do secundário que têm muita dificuldade em comprar os livros para esse nível educativo. Sabemos que a escolaridade no primeiro ciclo está assegurada para todos e no secundário era preciso que houvesse uma maior comparticipação do Estado para ajudar aqueles que não podem comprar os livros”, afirma a escritora.

“Eu ponho isto num lado da balança e noutro e tínhamos de ponderar bem onde fazer o investimento público. Nós tivemos, desde sempre, uma comparticipação dos livros escolares dos mais novos. Devíamos ponderar, também, a comparticipação ao nível do secundário, porque os livros do secundário são realmente pesados no orçamento familiar”, sublinha a antiga ministra.

Como se escreve uma aventura a quatro mãos?

Isabel Alçada esteve no programa Ensaio Geral com a escritora Ana Maria Magalhães, com quem escreve há décadas a colecção “Uma Aventura”, entre outras.

E continuam a escrever à mão, a tinta preta e em folhas brancas. Ana Maria Magalhães desvenda o segredo de escrever a quatro mãos.

“Nós continuamos a escrever da mesma maneira, que é com papel A4, canetas pretas. A Isabel vem a minha casa, é onde é o nosso escritório, e vamos conversando e escrevendo a história. Temos que ter um plano prévio, porque, como somos duas, não podemos deixar que a imaginação de cada uma vá em sentido contrário. Temos que ter um plano que pode ser respeitado ou não, depois vamos conversando e vamos escrevendo juntas. Se a Isabel não puder vir a minha casa ou se eu não estiver livre, nesse dia não se escreve”, revela a escritora.

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