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​Não picou bilhete? Carris instala alarme que identifica caloteiros

15 nov, 2016 - 07:09

Dados da empresa revelam que 15% dos passageiros não pagam bilhete, o que gera um prejuízo de um milhão de euros por mês.

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A Carris estreia esta terça-feira um novo sistema que pretende identificar os passageiros que viajam sem pagar bilhete. Para já será apenas a título experimental, mas, até ao fim do ano, em quatro autocarros da carreira 711, quem não validar o passe ou o bilhete individual vai fazer disparar um sinal sonoro e visual.

O sistema chama-se “TicketCheck” e é da responsabilidade da Outmind, uma empresa portuguesa com origem na área de Investigação & Desenvolvimento universitária. O "TicketCheck" baseia-se nas imagens recolhidas por uma câmara. Quando não são detectados os movimentos habituais de quem valida o título de transpora, a câmara dá indicação para que seja accionado o alarme visual e sonoro.

A escolha desta carreira “esteve relacionada com o tipo de percurso que a mesma realiza, o tipo de clientes que recebe e ainda com a quantidade de veículos com que opera diariamente”, justifica a empresa.

Ainda segundo a empresa de transportes, 15% dos passageiros não pagam bilhete o que gera um prejuízo de um milhão de euros por mês.

A Carris informa que durante os primeiros dias deste novo sistema estarão presentes agentes de sensibilização para “apresentar e esclarecer os clientes sobre o funcionamento do equipamento”. Após o período experimental e consoante os resultados, vai ponderar a possibilidade do alargamento do sistema a outros segmentos da frota.

Comentários
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  • Nuno Vieira
    16 nov, 2016 Lisboa 13:14
    Alguns dos comentários a esta notícia são pertinentes e algumas das perguntas não têm resposta. Outras têm e passo a responder: - A escolha da carreira teve a ver com o nº de autocarros disponíveis e com a grande DIVERSIDADE de passageiros que o utilizam, o que para efeitos de testes é vantajoso. - A tecnologia foi desenvolvida em Portugal, por um grupo de investigadores portugueses, sem quaisquer subsídios nem ajuda de “amigos” ou “familiares”. - A tecnologia não se baseia apenas em “gestos”. Existe um conjunto de sensores bastante sofisticados, ligados a um computador, que por sua vez comunica com os validadores de bordo. Quem “finge” que valida um bilhete inexistente é mesmo detectado! - Esta solução não se destina a “substituir” a equipa de fiscalização, mas sim a complementá-la, de uma maneira “preventiva” e “educativa”. Pretende-se mudar o comportamento daqueles que não pagam de maneira a poder melhorar o serviço para aqueles que pagam. - Por fim, caso venha a ser aplicada, esta solução será muitíssimo mais barata do que o dinheiro que permitirá poupar e que poderá (e deverá) ser investido na melhoria das condições para os passageiros QUE PAGAM. Nuno Vieira - sócio da Outmind e investigador
  • Ricardo MArtins
    15 nov, 2016 Lisboa 16:21
    É curioso que seja no 711 só por acaso certamente, uma carreira muito frequentada pelas adoráveis minorias étnicas dos PALOP .Espero que não seja censurado o comentário em nome do politicamente correcto tão caro a RR sempre pronta e preocupada com os PALOP .
  • atento
    15 nov, 2016 viseu 12:05
    Esta na altura dos senhores jornalistas, saírem do seu conforto (muitos deles luxuosos, e pagos a peso de ouro),e saberem porque razão não pagam bilhete nos transportes, chamados públicos? Porque de Publico, só de nome!
  • Ana
    15 nov, 2016 lisboa 10:25
    o que adianta alarmes se os motoristas não fizerem nada ao verem a infracção, agora tbm emite aviso de titulo inválido e ninguém faz nada
  • Descobrir a Pólvora
    15 nov, 2016 Um País Chamado Lodo 10:25
    Apenas pergunto com prejuízos de 1 milhão que não metem ao bolso, será que baixando os ordenados e privilégios dos ladrões e incompetentes, ups... desculpem, gestores não compensaria e até ficavam com o saldo negativo mais aliviado? ... mas atenção, o burro sou eu.
  • pipa
    15 nov, 2016 lisboa 10:03
    era melhor por mais carros estamos que tempos a estera vergonha depois vem dois colados um ao outro ao mesmo tempo
  • AM
    15 nov, 2016 Lisboa 10:01
    Tenho passe, e a máquina apitou, e a cadela do invisual ladrou 1 vez...
  • António Campos Leal
    15 nov, 2016 Lisboa 09:52
    O titulo é majestoso. O "picou" deve ter sido escrito por alguém que nem sequer conheceu o "pica".
  • Homem Arranha
    15 nov, 2016 Lisboa 09:44
    Basta fazer o gesto de validar o bilhete e o sistema de alarme torna-se inútil. Além dos milhões de prejuízo que a Carris já tem, pode acrescentar mais os milhões que a aquisição deste sistema implicou. E criar empregos para fiscalizar?!?!
  • Joao Magalhaes
    15 nov, 2016 Lisboa 09:34
    E recebem centenas de milhares de Euros por ano estes gestores da Carris, ora, se o prejuizo é de 1 Milhão por mês em bilhetes ( se forem apanhados sem bilhete o valor das multas é umas 50x mais ) então não será um bom investimento para a empresa contratar mais empregados de fiscalização? Ou a empresa que vai fornecer esse equipamento é de algum amigo ou familiar?

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