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Guerra na Ucrânia

Rússia diz que cerca de 16 mil pessoas alistaram-se para combater na Ucrânia depois de atentado

03 abr, 2024 - 11:29 • Lusa

O ataque foi reinvidicado pelo Estado Islâmico, mas Vladimir Putin tentou responsabilizar a Ucrânia.

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Cerca de 16.000 russos alistaram-se para combater na Ucrânia desde o ataque que matou 144 pessoas nos arredores de Moscovo em 22 de março, anunciou o Ministério da Defesa da Rússia.

"A maioria dos candidatos indicou como principal motivação para a assinatura do contrato o desejo de vingar os mortos na tragédia de 22 de março", disse o ministério num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

O ataque terrorista foi reivindicado pelo Estado Islâmico da Província de Khorasan (ISPK), mas as autoridades russas insistem que o rasto do ataque leva à Ucrânia, o que Kiev nega veementemente.

Apesar de reconhecerem o envolvimento de islamistas no atentado, os investigadores russos afirmam que receberam "quantias significativas de dinheiro e criptomoedas da Ucrânia" para preparar o ataque.

Na segunda-feira, o Serviço de Informações Externas da Rússia (FSB) associou o ataque terrorista aos ataques ucranianos nas regiões fronteiriças russas nos últimos meses, sobretudo Kursk e Belgorod.

As forças de segurança russas comunicaram a detenção de 15 pessoas relacionadas com o ataque de 22 de março.

Todos os detidos são de etnia tajique, incluindo os quatro presumíveis autores do massacre na sala de espetáculos Crocus City Hall.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de março de 2022, desencadeando uma guerra com um número de baixas civis e militares por contabilizar.

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