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Cada dia de atraso no envio de ajuda à Ucrânia tem “consequências no campo de batalha”

03 abr, 2024 - 18:37 • Ana Kotowicz

Secretário-geral da NATO deixou recado aos EUA sobre o impasse no envio de ajuda a Kiev. Chefes da diplomacia estão reunidos em Bruxelas para discutir apoios à Ucrânia a longo prazo.

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O recado é dirigido aos Estados Unidos: cada dia de atraso na decisão de enviar ajuda à Ucrânia tem "consequências no campo de batalha". O secretário-geral da NATO falava aos jornalistas à margem do encontro dos chefes da diplomacia da Aliança, que arrancou esta quarta-feira, em Bruxelas. A Rússia, avisou Jens Stoltenberg, "está a superar" a Ucrânia no terreno, e Kiev chegou ao ponto de precisar de "racionar munições".

Por estes motivos, Stoltenberg defende que os Estados Unidos e os países da NATO têm "responsabilidade" de tomar uma decisão e é "urgente" que ela seja no sentido de enviar mais ajuda a Kiev. Da parte de alguns membros do Congresso norte-americano, assegurou o secretário-geral da NATO, chegaram-lhe garantias de que a maioria dos norte-americanos defende o envio de mais ajuda para os ucranianos, no entanto, o poder político não está a ser capaz de transformar esta vontade numa decisão executiva.

"Enquanto aliados da NATO, temos a responsabilidade de tomar decisões e de garantir que os ucranianos recebem as munições de que necessitam para continuar a fazer recuar os invasores russos", disse o secretário-geral da NATO. "É urgente que os Estados Unidos tomem uma decisão", acrescentou, já na fase de perguntas dos jornalistas.

"Sempre que me encontro com representantes do Congresso dos EUA, encontrei-me com muitos deles nas últimas semanas, eles garantem-me que existe uma maioria de apoio nos EUA e também no Congresso dos EUA, mas até agora não conseguiram transformar essa maioria numa decisão. E é exatamente disso que todos nós estamos à espera e é urgente", concluiu.

Além do aviso aos norte-americanos, Stoltenberg também apontou à Hungria, já que Viktor Órban tem, de forma consistente, tentando bloquear o envio de ajuda para a Ucrânia. Assim, o secretário-geral disse ter conversado com o primeiro-ministro húngaro, com o objetivo de acalmar as preocupações de Órban — próximo do regime de Vladimir Putin — sobre o papel da aliança militar na Ucrânia.

“O que estamos a discutir não é uma presença de combate da NATO na Ucrânia", garantiu.

De resto, no encontro dos ministros dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO — "a primeira reunião de sempre com a Suécia como membro de pleno direito da aliança" – foram discutidos os preparativos para a Cimeira de Washington, agendada para julho.

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