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França defende Europa com "segundo seguro de vida" além da NATO

12 fev, 2024 - 23:40 • Lusa

"Precisamos de um segundo seguro de vida, não como substituto da NATO, não contra a NATO, mas em complemento da NATO", afirmou Stéphane Séjourné.

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O chefe da diplomacia francês defendeu, esta segunda-feira, uma Europa da Defesa, um "segundo seguro de vida" além da NATO, em resposta às polémicas afirmações do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre Estados-membros que não pagam a sua parte.

"Precisamos de um segundo seguro de vida, não como substituto da NATO, não contra a NATO, mas em complemento da NATO", afirmou Stéphane Séjourné numa conferência de imprensa conjunta com os homólogos alemão e polaco.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês insistiu na necessidade de agir em relação ao pilar europeu da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) e de construir uma indústria da Defesa.

"Para comprarmos europeu no âmbito das nossas indústrias da Defesa e para nos prepararmos em caso de conflito", sublinhou.

"É o sentido da história", observou, acrescentando que não se trata de ingerência nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas que é necessário a Europa preparar-se para a possibilidade de o ex-presidente e atual pré-candidato presidencial republicano Donald Trump regressar à Casa Branca, exortando a que "se passe de uma guerra de posições a uma guerra de soluções".

Questionado sobre as críticas de Donald Trump, segundo quem nem todos os países contribuem com a sua quota-parte para a NATO, Stéphane Séjourné recordou que a França duplicou o seu orçamento para a Defesa.

"O movimento já se iniciou e o meu país não faltará ao compromisso", declarou.

"A Aliança Atlântica não é um contrato com uma empresa de segurança", afirmou, por sua vez, o chefe da diplomacia polaca, Radoslaw Sikorski.

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