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Guerra na Ucrânia

Putin deverá estender conflito com a Ucrânia na expetativa que Trump volte a ser eleito, considera Major-General

07 dez, 2023 - 00:00 • Marisa Gonçalves

Arnaut Moreira aponta que a guerra na Ucrânia não perdeu importância, violência ou intensidade, mas perdeu mediatismo por causa do reacender do conflito entre Israel e o Hamas.

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O Major-General Arnaut Moreira considera que o Presidente da Rússia vai estender as operações militares até às presidenciais norte-americanas em 2024, que vão decorrer no final do próximo ano, na expetativa de que Trump ou um seu aliado saia vitorioso.

À Renascença, o especialista refere que Putin pensa "que essa vitória de Trump nos Estados Unidos lhe trará uma vantagem negocial imensa, porque todas as declarações públicas de Trump sobre a Ucrânia são todas no sentido de desvalorizar a importância da Ucrânia para os Estados Unidos".

"Vladimir Putin está neste momento, claramente a apostar no prosseguimento das operações ofensivas necessárias para que a guerra se prolongue até às eleições norte-americanas e está à espera que desse desfecho lhe venham boas notícias. Não sabemos, temos que esperar”, acrescenta.

Arnaut Moreira aponta que a guerra na Ucrânia não perdeu importância, violência ou intensidade, mas perdeu mediatismo por causa do reacender do conflito entre Israel e o Hamas.

E antecipa que a estratégia da Rússia possa ser semelhante à do ano passado, atacando infraestruturas críticas, numa altura em que já se faz sentir o inverno rigoroso.

"Simplesmente há uma grande diferença: É que a capacidade de proteção aérea de Kiev em 2023 não é a mesma que era no Inverno 2022. A Ucrânia recebeu imensa capacidade de artilharia antiaérea e isso permitiu que daquele que todo aquele ataque foi o mais intenso centro da cidade que é, não tivesse resultado uma única pessoa morta e, portanto, o sistema de intercetaram praticamente todos os mísseis lançados pela Federação”, indica, por outro lado.

Apesar da intensidade dos combates, o Major-General diz que não se têm verificado, no terreno, avanços significativos ou ganhos táticos.

A Ucrânia continua a pedir mais apoio militar, mas o seu principal aliado surge agora mais pressionado devido ao conflito no Médio Oriente. A gestão da política interna nos Estados Unidos não ajuda a atender às reivindicações de Kiev.

"Esgotaram praticamente tudo aquilo que era a sua liberdade para poder financiar a defesa da Ucrânia e estão neste momento à procura por questões de natureza, de política interna de encontrar uma solução que permita ajudar quer Israel quer fazer face àquilo que são as necessidades prementes da Ucrânia", explica.

E se os Estados Unidos não estão tão presentes, então Arnaut Moreira alerta para uma "falta de liderança" nos apoios à Ucrânia.

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