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Israel está a "cometer genocídio" em Gaza. Ataques intensificam-se no sul

05 dez, 2023 - 13:59 • Miguel Marques Ribeiro

O emir do Qatar classificou os bombardeamentos israelitas de “crime hediondo”, que envergonha a comunidade internacional. A situação no terreno não permite a criação de “zonas de segurança” para a evacuação de civis, segundo a UNICEF.

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O emir do Qatar, Tamim al-Thani, afirmou esta terça-feira que Israel está a “cometer um genocídio” na Faixa de Gaza, num discurso produzido durante a reunião anual do Conselho de Cooperação do Golfo, que junta os chefes de estado da região.

“É uma desgraça que a comunidade internacional permita que este crime hediondo continue”, acrescentou.

No mínimo 50 pessoas foram mortas esta terça-feira na faixa de Gaza, em resultado de ataques aéreos israelitas que atingiram a cidade de Khan Yunis e o campo de Nuseirat, avançou a agência noticiosa palestiniana WAFA, citando fontes hospitalares.

Com os ataques a intensificarem-se, desde o fim da trégua temporária, a 1 de dezembro, um representante da UNICEF descarta para já a criação de zonas de segurança que permitam a evacuação de civis.

“As chamadas zonas de segurança não são científicas, racionais, não são possíveis, e julgo que as autoridades estão cientes disso”, afirmou o porta-voz da agência das Nações Unidas, James Elder, citado pelo The Guardian.

Do ponto de vista sanitário, “a situação está a piorar a cada hora que passa”, garante um funcionário da Organização Mundial de Saúde, Richard Peepkorn, citado pela Reuters.

“Há bombardeamentos intensos em todo o território, incluindo a zona do sul, Khan Younis e até Rafah [cidade que faz fronteira com o Egito, no sul]”.

As dificuldades dos profissionais de saúde operarem no terreno são crescentes. O Crescente Vermelho Palestiniano denunciou no X (ex-Twitter) um ataque israelita a uma zona em que se encontravam duas ambulâncias a operar, provocando ferimentos ligeiros num paramédico e danos materiais.

A situação nos hospitais continua também a degradar-se. Segundo o ministro da Saúde de Gaza, só no hospital de Kamal Adwan há 108 corpos à espera para serem enterrados.

O hospital de Gaza lançou um apelo para a doação de sangue, dada o elevado número de feridos que continua a dar entrada na unidades hospitalar.

Neste momento, dos 35 hospitais existentes em Gaza, só 26 estão em funcionamento, segundo números avançados pelo The Guardian.

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