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Guerra no Médio Oriente

Fim de trégua entre Israel e o Hamas é "péssima notícia", diz António Costa

01 dez, 2023 - 15:56 • Lusa

Israel e o Hamas anunciaram esta sexta-feira que a trégua entre os dois lados do conflito expirou e os combates recomeçaram na Faixa de Gaza. Pelo menos 100 pessoas já morreram.

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O primeiro-ministro, António Costa, lamentou esta sexta-feira o fim trégua entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, que classificou como "uma péssima notícia" que representa o regresso à tragédia.

"Qualquer cessar-fogo é a abertura de uma porta para a esperança, qualquer interrupção do cessar-fogo é regressar à tragédia, seja no Médio Oriente, na Ucrânia ou em qualquer ponto do mundo", afirmou.

Em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), que está a decorrer no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, António Costa considerou tratar-se de "uma péssima notícia", como seria qualquer o fim de qualquer cessar-fogo no Médio Oriente, na Ucrânia ou em qualquer ponto do mundo.

"É com muita pena que toda a humanidade assiste a esta situação", acrescentou.

Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas anunciaram esta sexta-feira que a trégua entre os dois lados do conflito expirou esta manhã e os combates recomeçaram na Faixa de Gaza.

De um lado, o exército israelita acusou o Hamas de ter quebrado o cessar-fogo e anunciou a retoma dos combates, minutos depois de ter terminado a trégua temporária estabelecida a 24 de novembro.

O Ministério do Interior da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, afirmou que "os aviões israelitas estão a sobrevoar a Faixa e os seus veículos abriram fogo no noroeste do enclave".

A trégua expirou às 07h00 da manhã (05h00 em Lisboa).

A interrupção dos combates começou há uma semana, a 24 de novembro, inicialmente durante quatro dias até ter sido prolongada com a ajuda do Qatar e do Egito, países mediadores.

Durante a trégua, o Hamas e outros militantes de Gaza libertaram mais de 100 reféns, na maioria israelitas, em troca de 240 palestinianos detidos em prisões de Israel.

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