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Rússia garante ter abatido 36 drones no Mar Negro e na Crimeia

29 out, 2023 - 04:17 • Lusa

Os ataques ucranianos contra o território russo aumentaram nos últimos meses, tendo como pano de fundo uma contraofensiva iniciada por Kiev no início de Junho.

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As forças russas abateram 36 drones ucranianos, esta madrugada, sobre o Mar Negro e a península da Crimeia, anexada em 2014, anunciou o Ministério da Defesa da Rússia.

“Uma tentativa do regime de Kiev de realizar um ataque terrorista usando drones aéreos no território da Federação Russa foi interrompida”, disse o ministério na plataforma de mensagens Telegram.

“Os sistemas de defesa aérea existentes destruíram 36 aparelhos aéreos não tripulados ucranianos sobre o Mar Negro e a parte noroeste da península da Crimeia”, acrescentou.

O anúncio surgiu horas depois do ministério ter anunciado que defesas antiaéreas russas abateram seis drones ucranianos no centro do país.

O exército russo abateu quatro drones (aparelhos aéreos não tripulados) na região de Orlov, cuja capital homónima fica a cerca de 800 quilómetros de Moscovo.

Por sua vez, as baterias antiaéreas conseguiram no sábado destruir dois aparelhos aéreos não tripulados no território da região de Tula, um dos centros da indústria militar da Rússia.

O Ministério da Defesa da Rússia descreveu, num comunicado, estas tentativas como “ataques terroristas”, a terminologia usada por Moscovo quando Kiev visa um alvo em território russo.

Os ataques ucranianos contra o território russo aumentaram nos últimos meses, tendo como pano de fundo uma contraofensiva iniciada por Kiev no início de Junho, que está a ser feita a um ritmo mais lento do que o inicialmente previsto.

A Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, é regularmente alvo de ataques porque é a base da Frota Russa do Mar Negro e uma rota de abastecimento fundamental para as forças russas que ocupam o sul e o leste da Ucrânia.

No início da invasão, a Rússia chegou a ocupar quase 27% do território ucraniano, mas as Forças Armadas ucranianas foram recuperando território e no início do ano a previsão era de que Moscovo controlava apenas 16% do território.

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