A+ / A-

Guerra no Médio Oriente

Netanyahu equipara Hamas aos nazis e deixa recado ao Irão e ao Hezbollah: "Não nos testem"

16 out, 2023 - 17:21 • Lusa

Mais de um milhão de pessoas terá fugido até ao momento das respetivas casas na Faixa de Gaza antes de uma esperada ofensiva terrestre israelita.

A+ / A-

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou esta segunda-feira o Irão e o movimento xiita libanês Hezbollah (pró-iraniano) para não colocarem à prova o Exército de Israel no norte do país.

"Não nos testem no norte", advertiu o governante israelita, num momento em que Israel reúne tropas junto ao território da Faixa de Gaza, em preparação para uma provável ofensiva contra o Hamas na sequência do ataque-surpresa conduzido pelo grupo islamita palestiniano no passado dia 7 de outubro.

Num discurso no Knesset (parlamento) israelita, Netanyahu disse igualmente que o mundo "precisa de se unir para derrotar" o Hamas, grupo considerado terrorista pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos e que governa a Faixa de Gaza desde 2007.

"Esta guerra é também a vossa guerra [da comunidade internacional]", afirmou na mesma intervenção, referindo que o Hamas representa "a nova versão do nazismo".

Durante a sessão parlamentar, que decorre em Jerusalém e ainda na presença de Netanyahu, foram ouvidas várias explosões próximas do edifício, sem que, até ao momento, existam informações sobre registo de mortos ou de feridos.

A sessão do parlamento acabou por ser interrompida, embora um porta-voz parlamentar tenha dito aos meios de comunicação hebraicos que esta seria retomada logo que possível.

As sirenes antiaéreas, que normalmente anunciam a chegada de foguetes lançados de Gaza pelo movimento islamita Hamas, também soaram no centro de Israel e em Telavive, confirmou o exército israelita.

Segundo os relatos das agências internacionais, os palestinianos da Faixa de Gaza aglomeraram-se hoje em hospitais e escolas, à procura de abrigo e com pouca comida e água.

Mais de um milhão de pessoas terá fugido até ao momento das respetivas casas antes de uma esperada ofensiva terrestre israelita, que está a ser planeada por Telavive para destruir o Hamas, depois de os seus combatentes terem invadido o sul de Israel.

À medida que as reservas de alimentos, água e medicamentos do enclave palestiniano diminuem, todas as atenções se voltaram para a passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, onde os camiões que transportam a ajuda humanitária aguardam há dias, enquanto os mediadores pressionam para um cessar-fogo que lhes permita a entrada em Gaza e possibilite a saída de estrangeiros.

Rafah, a única ligação de Gaza ao Egito, foi encerrada há quase uma semana devido aos ataques aéreos israelitas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Sameh Shoukry, disse que Israel "não tomou posição para abrir a passagem do lado de Gaza".

Centenas de milhares de palestinianos abrigados em instalações da ONU estão a receber menos de um litro de água por dia.

Os hospitais de Gaza alertaram para o facto de estarem à beira do colapso, com os geradores de emergência, que garantem o funcionamento de máquinas como ventiladores e incubadoras, a contarem com menos de um dia de combustível. As unidades hospitalares também relataram que as reservas de medicamentos estão quase esgotadas.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+