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Ataques em Israel. ONU pede para que "se afastem do abismo"

07 out, 2023 - 17:28 • Maria Costa Lopes com agências

Estados Unidos e União Europeia condenam a ação do grupo islâmico Hamas contra Israel. Irão disse que os ataques foram uma prova do aumento da confiança dos palestinos.

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ONU apela a todos para que “se afastem do abismo”. Estados Unidos e União Europeia condenam os ataques deste sábado do grupo islâmico palestino Hamas contra Israel.

O enviado de paz da ONU no Médio Oriente, Tor Wennesland, afirmou que está em contacto com todas as partes para pedir máxima contenção e cuidado com a população.

Na sua mensagem, Tor Wennesland afirma que os acontecimentos levam a “um precipício perigoso” e apela a todos para que “se afastem do abismo”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse, este sábado, apoiar o direito de Israel de se defender.

"Nunca há qualquer justificativa para o terrorismo. Somos solidários com o governo e o povo de Israel e apresentamos nossas condolências pelas vidas israelenses perdidas nesses ataques", disse Blinken em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

"Permaneceremos em contato próximo com nossos parceiros israelenses. Os Estados Unidos apoiam o direito de Israel de se defender", disse Blinken.

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condena "inequivocamente" o ataque realizado pelos terroristas do Hamas contra Israel. "É o terrorismo na sua forma mais desprezível."
O chefe da política externa, Josep Borrell, disse: "Condenamos inequivocamente os ataques do Hamas. Esta violência horrível deve parar imediatamente. O terrorismo e a violência não resolvem nada."

Países europeus condenam o ataque a Israel

O Chanceler Alemão, Olaf Scholz escreve na rede social X: "notícias aterrorizantes chegam-nos hoje de Israel. Estamos profundamente chocados com o lançamento de foguetes de Gaza e a escalada da violência. A Alemanha condena estes ataques do Hamas e apoia Israel".
Também o presidente Francês, Emmanuel Macron, condenou veementemente os ataques. “Expresso minha total solidariedade às vítimas, às suas famílias e às pessoas próximas a elas”, disse.
O ministro das Relações Externas britânico, James Cleverly, também expressou a sua preocupação com o sucedido.
“O Reino Unido condena inequivocamente os ataques horríveis do Hamas contra civis israelitas. O Reino Unido apoiará sempre o direito de Israel se defender”, disse Cleverly.

Zelenskiy condenou o que chamou de “ataque terrorista” a Israel e disse que o direito de Israel de se defender “não pode ser posto em dúvida”.

"Povo palestino tem o direito de se defender", diz presidente

O presidente Palestino, Mahmoud Abbas disse que o seu povo tem o direito de se defender contra o “terror dos colonos e das tropas de ocupação”, segundo a agência de notícias oficial WAFA.
O Ministério das Relações Exteriores do Irão disse que os ataques realizados durante a manhã de sábado pelo seu aliado Hamas foram uma prova do aumento da confiança dos palestinos em relação a Israel, informou a agência de notícias semi-oficial ISNA.

"Nessa operação, o elemento surpresa e outros métodos combinados foram usados, o que mostra a confiança do povo palestino em relação aos ocupantes", disse o porta-voz do ministério, Nasser Kanaani, à ISNA numa entrevista.

Os ataques "provaram que o regime sionista está mais vulnerável do que nunca e que a iniciativa está nas mãos da juventude palestina", disse o porta-voz do governo, Ali Bahadori-Jahromi, à agência de notícias estatal IRNA.

O Ministério das Relações Externas da Arábia Saudita pediu a “cessação imediata da violência”.
O Egito alertou sobre “graves consequências” e pediu “exercitar a máxima contenção e evitar expor os civis a maiores perigos”.

Vítimas israelitas sobem para 100 mortos e mais de 900 feridos

Os serviços de emergência de Israel dizem que pelo menos 100 pessoas morreram nos ataques do Hamas e pelo menos 985 feridos já deram entrada em hospitais do país.

Os media palestinianos indicam que pelo menos 198 pessoas morreram na Faixa de Gaza e cerca de mil feridos, que está a ser bombardeada pelos hebraicos.

O primeiro-ministro israelita declarou este sábado que o país está em guerra, na sequência dos ataques do Hamas a partir da Faixa de Gaza, numa operação batizada Tempestade Al-Aqsa, a que as autoridades hebraicas já responderam com uma contraofensiva que dá pelo nome Operação Espadas de Ferro.

"Cidadãos de Israel, estamos em guerra. Não numa operação, não são rondas de combates, é uma guerra", disse Benjamin Netanyahu, num vídeo difundido nas suas redes sociais.

O porta-voz do exército israelita confirmou que “soldados e civis” foram sequestrados por militantes palestinos e que houve situações com reféns nos kibutzes de Ofakim e Be'eri, onde forças especiais estiveram envolvidas.

O Hamas disse que “os capturados israelitas foram colocados em locais seguros e em túneis”, mas não deram quaisquer detalhes sobre onde são esses “lugares seguros” e se estão em Gaza ou em Israel.

O grupo que controla o enclave palestiniano desde 2007 já disparou mais de 2 mil foguetes contra território israelita desde a madrugada, dizem as autoridades israelitas; o Hamas reivindica ataques com mais de 5 mil foguetes.

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