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Nova Iorque

Trump acusado de inflacionar património em 2 mil milhões de dólares

31 ago, 2023 - 16:40 • Marta Pedreira Mixão com Agências

Julgamento do ex-Presidente norte-americano neste caso arranca a 22 de setembro.

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Donald Trump inflacionou o seu património líquido para assegurar condições mais favoráveis em empréstimos e para obter ganhos financeiros, segundo a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James. Este é um dos quatro casos criminais em que o ex-Presidente dos Estados Unidos está envolvido.

A transcrição de um depoimento do antigo Presidente foi tornada pública e revela que Trump pode ter exagerado o seu património até 2,2 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros).

De acordo com a ABC News, a procuradora Letitia James alega que, em 2014, Trump indicou nos documentos financeiros ter ativos no valor de 6,7 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), mas esse valor foi sobreavaliado no valor acima referido (2,2 mil milhões de dólares).

A procuradora-geral do Estado de Nova Iorque pediu assim, na quarta-feira, um julgamento sumário parcial no processo de fraude. Esta ação civil está a ser apreciada no Supremo Tribunal de Nova Iorque, em Manhattan.

O julgamento formal foi marcado para 2 de outubro, mas a procuradora de Nova Iorque espera que o juiz, Arthur Engoron opte por resolver o caso numa audiência que está prevista para 22 de setembro.

Ao contrário dos processos criminais a correr contra o ex-Presidente, este processo não prevê pena de prisão, mas Trump poderá ter de pagar mais um julgamento dispendioso. Letitia James exige que os arguidos paguem uma multa de 250 milhões de dólares (228 milhões de euros) em benefícios financeiros.

No ano passado, a procuradora Letitia James acusou Donald Trump de ter cometido um nível de fraude "espantoso" ao inflacionar o seu património líquido para obter melhores condições de empréstimo.

No caso de Mar-a-Lago, a sua estância no sul da Flórida, a propriedade vale cerca de 75 milhões de dólares, mas foi avaliada em 739 milhões de dólares, segundo o processo.

O mesmo acontece com outra propriedade comercial na cidade de Nova Iorque, James alegou que Trump afirmou que valia até 530 milhões de dólares, apesar de as avaliações comerciais terem concluído que, na melhor das hipóteses, valeria 220 milhões.

James também o acusou de inflacionar os valores associados à Trump Tower em Manhattan, referindo que se tratou de uma "fraude intencional e deliberada" e "não um erro".

Na sequência deste caso, que envolve Trump, os filhos Donald Jr. e Eric, e a Organização Trump, o ex-presidente poderá, além dos custos acima referidos, ficar impedido de exercer funções executivas no estado de Nova Iorque, de contrair empréstimos ou de comprar propriedades durante cinco anos.

James afirmou ainda que transmitiu as suas conclusões aos procuradores federais, que ainda não confirmaram se vão apresentar queixa criminal.

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