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Guerra na Ucrânia

Grupo Wagner regista-se como "organização educativa" na Bielorrússia

17 ago, 2023 - 14:56 • João Pedro Quesado

Os mercenários liderados por Prigozhin deslocaram-se para a Bielorrússia depois de um motim em junho, em que chegaram a tomar instalações militares.

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O grupo de mercenários Wagner registou-se como "organização educativa" pela Bielorrússia. Segundo a BBC News, o grupo foi registado como empresa a 4 de agosto.

Em junho, os membros do grupo Wagner deslocaram-se para a Bielorrússia. A mudança de localização fez parte de um acordo para terminar o motim promovido por esta força paramilitar em junho, no qual os mercenários começaram uma marcha até Moscovo.

Deste então, as forças do grupo Wagner têm estado em movimento para um campo militar a sul da capital Minsk, onde treinam os militares da Bielorrússia.

De acordo com o registo estatal de empresas da Bielorrússia, o grupo Wagner registou-se para "atividades educativas" na vila de Tsel, no distrito de Osipovichi - a mesma localização da nova base do grupo.

A comunicação social local noticiou o registo de uma empresa de imobiliário, a Concord, na mesma morada. A empresa é totalmente detida por uma empresa russa com o mesmo nome, e o diretor dessa empresa é Yevgeny Prigozhin, o líder do grupo Wagner.

Durante o motim de junho, os mercenários do grupo Wagner tomaram posse de instalações militares na cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, depois de tensões entre a liderança do grupo e os generais russos sobre a estratégia para a guerra na Ucrânia.

O líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, mediou a negociação de um acordo entre o grupo Wagner e as autoridades russas, levando ao fim do motim. Aos mercenários foi permitido escolher entre juntar-se ao exército russo ou ir para a Bielorrúsia.

Comentários
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  • Digo
    20 ago, 2023 e redigo 11:13
    É isso e o bandalho do Lukasschenko a dizer que os objetivos da "operação militar especial" da criminosa rússia estão cumpridos e a Ucrânia nunca mais será "agressiva" com a rússia. Enganou-se a toda a linha: os ditos objetivos que não eram mais do que ocupar toda a Ucrânia e por um Lukaschenko 2 no poder, falharam a toda a linha, e nem daqui a 50 anos haverá reatamento de relações entre estes povos, e seja como for o final da guerra, a Ucrânia nunca desistira de reaver território seu, e os russos e traidores ucranianos que os ajudam, não terão um dia de descanso.

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