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Brasil. Polícia detém suspeito por querer disparar contra Lula

04 ago, 2023 - 05:40 • Lusa

As autoridades referem que, após a detenção, o homem confessou ter participado no ataque às sedes dos três poderes, em que apoiantes de Jair Bolsonaro tentaram um golpe de Estado.

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A Polícia Federal do Brasil deteve um fazendeiro que terá ameaçado disparar contra o presidente brasileiro em Pará, estado do norte que Luiz Inácio Lula da Silva irá visitar a partir desta sexta-feira.

O proprietário de terrenos agrícolas rurais foi detido em Santarém, município no qual o presidente irá iniciar uma visita ao Pará, que termina na próxima quarta-feira, com a participação na Cimeira da Amazónia, que junta na capital do estado, Belém, representantes e chefes de Estado dos oito países que têm o bioma nos seus territórios.

Num comunicado, a Polícia Federal disse que o homem, identificado como André Luiz Teixeira da Silva, foi detido na tarde de quinta-feira, após fazer ameaças na quarta-feira, que levaram duas testemunhas a apresentar uma queixa.

A polícia disse que, enquanto estava num bar em Santarém, "o homem teria dito que iria disparar contra o estômago do presidente e perguntado aos presentes se sabiam onde (Lula da Silva) iria ficar durante a sua visita ao município".

O comunicado referiu que, após ser detido, o suspeito confessou ter participado no ataque às sedes dos três poderes, em Brasília, a 8 de janeiro, em que milhares de apoiantes do antigo presidente Jair Bolsonaro tentaram um golpe de Estado.

O homem terá também dado uma contribuição diária de mil reais (185 euros) e participado, durante 60 dias, num acampamento em frente a um quartel militar em Santarém, que exigia a intervenção do exército para impedir que Lula da Silva assumisse a presidência.

"O suspeito pode responder pelos crimes de ameaça e incitação e preparação de ataque contra autoridade por motivos políticos", disse a Polícia Federal.

De acordo com a imprensa brasileira, o fazendeiro está também a ser investigado pela alegada invasão de terras públicas e desflorestação na Amazónia.

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