A+ / A-

Cimeira da NATO. Costa subscreve garantias de segurança dadas à Ucrânia

12 jul, 2023 - 16:53 • Redação com Lusa

Chefe de Governo diz que ainda é "prematuro" dizer que apoio Portugal vai prestar. Na cimeira na Lituânia, Costa considerou que a decisão da Turquia em aceitar a adesão da Suécia à NATO é uma "derrota geoestratégica de Putin”.

A+ / A-

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quarta-feira que Portugal subscreveu as garantias de segurança dadas à Ucrânia pelos países do G7, acrescentando que é ainda "prematuro" falar sobre que apoios irá prestar o país.

"A declaração abre agora um período a partir do qual se iniciarão contactos entre os parceiros para se definir em que medida é que cada um participará nas garantias futuras de segurança da Ucrânia", sustentou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas no final da cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Vílnius.

Costa referiu também que Portugal tem procurado contribuir de várias formas para a segurança da Ucrânia. "Temo-lo feito do ponto de vista militar, do ponto de vista financeiro, político, diplomático, também do ponto de vista da cedência de equipamentos e através da formação, designadamente agora de pilotos F-16", disse.

O chefe de Governo acrescentou que as notícias dos últimos dias, com a Turquia a aceitar a adesão da Suécia à NATO são uma "derrota geoestratégica de Putin” e que a Aliança Atlântica “está cada vez mais próxima”.

Durante a cimeira, os 31 Estados-membros da NATO também concordaram em aumentar o número de militares em prontidão ao serviço da Aliança Atlântica e o chefe do executivo português explicou que apenas falta "definir qual é o empenho que vai ser solicitado a cada país".

"Já temos [militares empenhados ao serviço da NATO] e vamos, seguramente, ter mais, tendo em conta esse aumento daquilo que é a capacidade de mobilização", acrescentou o primeiro-ministro, que indicou que o país "está em condições, há bastante tempo" de iniciar a formação de pilotos ucranianos.

Esta terça-feira, em mensagem nas redes sociais, António Costa tinha adiantado que Portugal vai reforçar em um milhão e meio de euros a comparticipação no fundo da NATO "para a parceria com os países da vizinhança sul" da Aliança e acrescentou que o país vai participar no novo Fundo para a Inovação, constituído durante esta cimeira.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Digo
    12 jul, 2023 Eu 21:30
    Não estou a ver que apoios "palpaveis" pode o País dar à Ucrânia. Marinha, metade dela está inoperacional e a outra metade é já antiquada. Exército, não tem defesa anti-aérea, nem artilharia para ceder, e os M-113 são blindados de transporte de pessoal com mais de 40 anos de idade. Força aérea está no limite mínimo e "dar" F-16 está fora de causa. Se estivermos a falar em treino de pilotos, ainda vai. No resto, não estou a ver como podemos ser verdadeiramente uteis

Destaques V+