Tempo
|
A+ / A-

Ucrânia garante que está a recuperar terreno

11 jun, 2023 - 20:31 • Redação

Combates intensificam-se durante contraofensiva de Kiev. Três aldeias alegadamente recuperadas.

A+ / A-

A Ucrânia reivindicou a reconquista de três aldeias na região de Donetsk, as primeiras desde que lançou uma contraofensiva em três setores da frente, uma delas na região de Zaporíjia.

Em Zaporíjia aumentou a preocupação em relação à segurança da central nuclear ali construída, após a explosão de uma barragem que fornecia água para a central e a intensificação dos combates nas proximidades.

"Os gloriosos soldados da 68.ª brigada (...) libertaram a localidade de Blahodatne" na frente sul de Donetsk, perto da fronteira administrativa de Zaporíjia, declarou a unidade na rede social Facebook.

Valeri Shershen, porta-voz das forças de defesa da região ucraniana de Tavria acrescentou: "Estamos a ver os primeiros resultados das ações de contraofensiva".

Pouco depois, o 7.º batalhão de uma divisão das Forças de Defesa Territorial anunciou a reconquista da aldeia de Neskuchne, na mesma província e a menos de 20 quilómetros da vizinha Zaporíjia, 80% ocupada pelas tropas russas e um dos grandes focos da contraofensiva ucraniana.

Trata-se da primeira libertação de territórios ocupados desde o início da ofensiva ucraniana, há uma semana, e acontece um dia depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter admitido, pela primeira vez, que a contraofensiva está em curso.

Embora Kiev mantenha silêncio sobre o alcance e o progresso das ações ofensivas, os relatórios de guerra diários russos indicam que os combates mais pesados acontecem atualmente na região de Zaporíjia, em torno de Orykhiv e Lobkove.

As cidades estão situadas a apenas 110 e 83 quilómetros, respetivamente, da cidade ocupada de Energodar, onde se situa a central nuclear de Zaporíjia.

"O aumento das atividades militares na região aumenta as nossas profundas preocupações quanto à segurança da maior central nuclear da Europa", afirmou o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

Entretanto, de acordo com a agência noticiosa Ukrinform, as forças ucranianas também já reconquistaram a aldeia de Storozheve, igualmente na região de Donetsk, esta segunda-feira. O anúncio foi feito pelo gabinete de imprensa das Forças de Defesa da Direção de Tavria.

"A bandeira do país paira sobre Storozheve novamente, o que acontecerá em todas as povoações à medida que libertamos o território ucraniano."

[Notícia atualizada às 7h18 de 12 de junho de 2023]

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Cidadao
    15 jun, 2023 Lisboa 18:29
    Não vai ser como em Novembro do ano passado. A Rússia nos últimos 6 meses, entrincheirou-se, montou campos de minas e fortificações e é sabido que o atacante tem de se opor ao defensor na proporção de 3 para um. A Rússia tem superioridade aérea - pelo menos enquanto a Força Aérea Ucraniana não tiver caças de 4ª geração, sejam F-16 sejam outros - superioridade em termos de peças de artilharia - embora não com a qualidade da artilharia fornecida à Ucrânia - e um exército mais numeroso. A Ucrânia tem de "mostrar resultados" senão no Ocidente começarão a pensar que não é possível ir mais além e terá de se avançar para negociações. E aí volta a estar em cima da mesa cedência de território, o que será um desastre para a Ucrânia e para o Ocidente pois isso é incitar a Rússia a repetir a façanha. Por tudo isso, Força, Ucrânia.

Destaques V+