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PM da Hungria

Orbán diz que Ucrânia nunca vencerá guerra contra a Rússia

23 mai, 2023 - 15:17 • Lusa

“Se olharmos para a realidade, os números, o contexto e o facto de a NATO não estar pronta para enviar tropas, é óbvio que não há vitória para os pobres ucranianos no campo de batalha", diz chefe do Governo húngaro.

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, declarou esta terça-feira que a Ucrânia não conseguirá vencer a guerra contra a Rússia, pedindo negociações com Moscovo para por um fim ao conflito.

O líder nacionalista húngaro, que assume uma posição contrária à de outros membros da União Europeia (UE) quanto à guerra na Ucrânia e que se recusa a ajudar militarmente o país vizinho, reiterou os seus apelos por um cessar-fogo.

“É óbvio que a solução militar não funciona”, afirmou Órban num fórum económico no Qatar, acreditando que a invasão russa em 2022 foi fruto de uma “falha da diplomacia”.

“Se olharmos para a realidade, os números, o contexto e o facto de a NATO não estar pronta para enviar tropas, é óbvio que não há vitória para os pobres ucranianos no campo de batalha. Esta é a minha posição.”

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, confirmou hoje que a Hungria se recusou a libertar uma nova parcela da ajuda militar para a Ucrânia, mas previu que este apoio será desbloqueado.

Para Viktor Orbán, um novo acordo europeu de segurança deve ser negociado com Moscovo após um cessar-fogo.

“Como Estado, a Ucrânia é, obviamente, muito importante, mas a longo prazo, do ponto de vista estratégico, o que está em jogo é a segurança da Europa no futuro”, avaliou o líder húngaro.

“É claro que sem os Estados Unidos, não há arquitetura de segurança para a Europa. E esta guerra só poderá ser travada (…) se os russos chegarem a um acordo [com Washington.”

O primeiro-ministro húngaro criticou os líderes da UE por serem “muito intelectuais”.

A Hungria, cujas necessidades de energia dependem da Rússia, está a negociar um acordo de importação de gás natural com o Qatar, segundo Órban, referindo que o início previsto para as entregas é 2026.

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  • Cidadao
    24 mai, 2023 Lisboa 09:06
    O Homem de Moscovo, na UE, continua a "falandrar". Quando é que a UE começa a ponderar os prós e os contras de manter a Hungria na UE e na NATO, principalmente quando a médio prazo a Ucrânia vai entrar para as duas organizações e é muito mais pró-ocidental que a Hungria?

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