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Sudão. Guterres condena violência e pede "diálogo" para resolver a crise

15 abr, 2023 - 18:18 • Diogo Camilo e Lusa

O secretário-geral das Nações Unidas pediu o fim imediato das hostilidades entre os paramilitares das Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas no Sudão.

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou este sábado os confrontos entre os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas no Sudão e pediu o fim imediato das hostilidades.

"Condeno a eclosão de combates entre as Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas Sudanesas. Estou em contacto com os líderes na região e reafirmo o compromisso das Nações Unidas para apoiar o povo do Sudão nos seus esforços para restaurar uma transição democrática", escreveu nas redes sociais.

Em comunicado, o porta-voz de Guterres indicou que pediu às forças dos dois lados que "cessem imediatamente as hostilidades, restabeleçam a calma e iniciem um diálogo para resolver a crise" e indica que qualquer “nova escalada nos combates terá um impacto devastador sobre os civis e agravará ainda mais a já precária situação humanitária no país”.

Por sua vez, o representante especial do secretário-geral para o Sudão e chefe da Missão Integrada de Assistência à Transição das Nações Unidas no Sudão (UNITAMS), Volker Perthes, anunciou este sábado que contactou ambas as partes para lhes pedir que cessem imediatamente os combates, para garantir a segurança do povo sudanês e prevenir mais violência.

Os confrontos deste sábado surgem dois dias depois de o Exército ter alertado para uma “situação perigosa” no país que poderia conduzir a um conflito armado, na sequência da mobilização das RSF na capital sudanesa e noutras cidades sem o consentimento ou coordenação das Forças Armadas.

Essa mobilização ocorreu durante as negociações para chegar a um acordo político definitivo que pusesse fim ao golpe de 2021 e conduzisse o Sudão a uma transição democrática, pacto cuja assinatura foi adiada duas vezes neste mês justamente por causa das tensões e rivalidades entre os Exército e as RSF.

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