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Ciclone deixa rasto de destruição na Nova Zelândia. Autoridades não conseguem contatar milhares de pessoas

17 fev, 2023 - 16:33 • Rosário Silva

Foi declarado estado de emergência nacional, o que acontece pela terceira vez na história do país.

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O primeiro-ministro da Nova Zelândia estima que possa vir a aumentar o número de mortos, na sequência da violenta tempestade que já matou, pelo menos, oito pessoas e deixou destroçadas centenas de comunidades.

Mais de 4.500 pessoas continuam sem responder às tentativas de contacto e mais de dez mil desalojadas, depois da passagem do ciclone Gabrielle ter atingido na segunda-feira o país, provocando cheias, com milhares de casas inundadas, deslizamentos de terra, queda de árvores e afetado várias infraestruturas

Muitas cidades e vilas estão agora sem energia e água potável, num cenário de destruição que levou à declaração do estado de emergência nacional, o que acontece pela terceira vez na história do país.

"Esta é sem dúvida a maior catástrofe natural a que assistimos provavelmente este século", já disse o primeiro-ministro.

Chris Hipkins espera que até agora aqueles que não conseguem ser contatados possam ser encontrados bem, mas adverte para a necessidade das pessoas "se prepararem-se para mais fatalidades”.

As autoridades estimam que o ciclone Gabrielle tenha afetado pelo menos um terço da população da Nova Zelândia, de um total de cinco milhões de habitantes.

Os danos da tempestade foram mais extensos nas comunidades costeiras do extremo norte e leste da Ilha do Norte, com as zonas de Hawke's Bay, Coromandel e Northland , a configurarem entre as mais atingidas.

A situação na Baía de Hawke, um destino turístico muito popular, tem sido motivo de particular preocupação para as autoridades.

De acordo com a BBC, uma das mortes confirmadas foi uma menina de dois anos, cuja família a viu ser varrida pelas águas.

Também Ella Louise Collins, o seu marido e os dois filhos ficaram presos no primeiro andar da sua casa, na Baía de Hawke, uma das áreas mais duramente atingidas.

"A água estava a cerca de 10 centímetros do teto da nossa casa e foi tudo extremamente rápido e violento", descreveu a moradora na sua página do Facebook, na quinta-feira, segundo a agência noticiosa AFP.

Os moradores ainda tentaram alcançar o telhado de um vizinho, por razões de segurança, mas foram impedidos por "uma súbita torrente de água que quase nos afogou a todos".

A estrela da liga de rugby Issac Luke perdeu o seu pai, que morreu depois de ter sido apanhado por um deslizamento de terras. Rachel Greene, uma outra habitante, prestou homenagem à sua mãe, cujo corpo foi encontrado numa parte do telhado da sua casa.

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