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China vai aprofundar relações com a Rússia em 2023

25 dez, 2022 - 10:22 • Lusa

Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, culpa os EUA pela deterioração das relações entre as duas maiores economias mundiais.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, defendeu, este domingo, a posição da China sobre a guerra na Ucrânia e assinalou que Pequim irá aprofundar os laços com Moscovo no próximo ano.

Wang, que falava por vídeo a uma conferência na capital chinesa, também culpou a América pela deterioração das relações entre as duas maiores economias mundiais, dizendo que a China "rejeitou firmemente a política errónea dos Estados Unidos da América".

A China reagiu à pressão ocidental sobre o comércio, a tecnologia, os direitos humanos e as suas reivindicações a uma ampla faixa do Pacífico ocidental, acusando os EUA de "bullying".

A recusa de Pequim de condenar a invasão da Ucrânia e de se juntar a outros na imposição de sanções contra a Rússia tem estreitado ainda mais os laços e alimentado uma divisão emergente com grande parte da Europa.

Wang disse que a China iria "aprofundar a confiança mútua estratégica e a cooperação mutuamente benéfica" com a Rússia. Os navios de guerra dos dois países realizaram na semana passada exercícios navais conjuntos no Mar da China Oriental.

"Em relação à crise da Ucrânia, temos defendido consistentemente os princípios fundamentais da objetividade e imparcialidade, sem favorecer um ou outro lado, ou acrescentar combustível ao fogo, e ainda menos procurando ganhos egoístas da situação", disse Wang, de acordo com um texto oficial das suas declarações.

Mesmo que a China tenha encontrado um terreno comum com a Rússia, uma vez que ambos estão sob pressão ocidental, o seu futuro económico permanece ligado aos mercados e tecnologia norte-americana e europeia.

China acusa EUA de "repressão e provocação"


O Presidente chinês, Xi Jinping, está a pressionar a indústria chinesa a tornar-se mais autossuficiente, mas Wang reconheceu que a experiência tem demonstrado "que a China e os Estados Unidos não podem dissociar ou cortar as cadeias de abastecimento".

O ministro chinês disse que a China se esforçaria por restabelecer as relações com os EUA, dizendo que as mesmas se deterioraram porque "os Estados Unidos continuaram obstinadamente a ver a China como o seu principal concorrente e a envolver-se num bloqueio flagrante, repressão e provocação contra a China".

Wang e o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken falaram por telefone no final da semana passada. O Departamento de Estado disse que Blinken debateu a necessidade de gerir a relação EUA-China de forma responsável e levantou preocupações sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia e as ameaças que esta representa para a segurança global e a estabilidade económica.

Wang acusou os EUA de "intimidação unilateral" e disse que a China continuaria a desempenhar um papel construtivo na resolução da crise da Ucrânia à sua própria maneira, afirma um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

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  • Fernando
    12 jan, 2023 Sintra 10:30
    A evidência que.a China atinge resultados à custa de escravizar milhões de pessoas. Como penalizar esta postura:comprar cada vez menos produtos chineses.
  • Digo
    25 dez, 2022 Eu 11:12
    Se defendem a integridade territorial e soberania de cada País, não podem deixar de condenar a Invasão Russa. Não condenam. Pelo contrário, querem reforçar a cooperação com o agressor. Mas como precisam do Ocidente e dos EUA, querem jogar dos dois lados.

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