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Londres

Ativistas anti petróleo atiram sopa contra quadro de Van Gogh

14 out, 2022 - 13:02 • Marta Pedreira Mixão

A obra, que data de 1889 e está avaliada em cerca de 96 milhões de euros, está exposta na National Gallery, em Londres.

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Duas ativistas do movimento “Just Stop Oil” atiraram, esta sexta-feira de manhã, sopa de tomate contra o quadro “Girassóis” de Vincent Van Gogh, na National Gallery, em Londres.

As jovens retiraram os casacos para revelar as t-shirts do movimento, antes de se colarem à parede por baixo da obra de arte - um dos tesouros mais importantes da galeria, que está protegido por um vidro.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", uma das ativistas perguntou: "O que vale mais, arte ou vida?"

"Valerá mais do que a comida? Mais do que a justiça? Estão mais preocupados com a proteção de uma pintura ou com a proteção do nosso planeta e das pessoas?", continuou.

"A crise do custo de vida é uma consequência da crise do petróleo, o combustível é incomportável para milhões de famílias com frio e esfomeadas, que nem sequer se podem dar ao luxo de aquecer uma lata de sopa."

Nas redes sociais, o movimento, que se define contra os combustíveis fósseis, defende que o objetivo da ação foi mostrar que a conservação do planeta tem mais importância do que a arte.

As duas ativistas foram detidas pelas autoridades britânicas.

A obra que tentaram danificar tem um valor calculado em 84,2 milhões de libras (cerca de 96 milhões de euros).

O movimento "Just Stop Oil" pretende que o Governo britânico decrete o fim imediato de qualquer novo projeto de petróleo ou gás e tem chamado atenção por direcionar as suas ações contra obras de arte em museus.

Em julho, ativistas do movimento colaram-se à moldura do quadro “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, na Royal Academy of Arts de Londres, e ao quadro “The Hay Wain”, de John Constable, na National Gallery.

A onda de protestos dá-se quando o Governo britânico abre uma nova ronda de licenciamento para a exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, apesar das críticas de ambientalistas e cientistas que defendem que a medida prejudica o compromisso do país no combate às alterações climáticas.

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