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Artistas portugueses recordam Jô Soares como "alguém da nossa própria família"

05 ago, 2022 - 15:54 • Lusa

Humoristas Nuno Markl e César Mourão, o escritor Valter Hugo Mãe e a atriz Maria de Medeiros foram algumas das figuras públicas portuguesas que lamentaram a morte do humorista brasileiro Jô Soares.

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Os humoristas Nuno Markl e César Mourão, o escritor Valter Hugo Mãe e a atriz Maria de Medeiros foram algumas das figuras públicas portuguesas que lamentaram esta sexta-feira a morte do humorista brasileiro Jô Soares.

Nas redes sociais, multiplicaram-se as reações e as mensagens de pesar pela morte do humorista e escritor Jô Soares, esta madrugada, em São Paulo, aos 84 anos.

"Cresci com os "sketches" dele - "Viva o Gordo" e o "Planeta dos Homens" a juntarem-se ao "Flying Circus" [dos Monty Python] e ao "Tal Canal" [de Herman José] como ingredientes neste caldeirão que me alimentou o sentido de humor", escreveu o humorista e argumentista Nuno Markl, que foi entrevistado por Jô Soares em 2013.

A atriz portuguesa Maria de Medeiros, que entrou numa adaptação cinematográfica do romance "O Xangô de Baker Street", recorda o percurso do humorista, com uma fotografia dele no programa televisivo "Viva o Gordo": "Jô Soares, na minha personagem preferida, com quem sempre me identifiquei: o Brasileiro, morrendo de frio em Paris, esperando a ditadura passar".

Na rede social Instagram, o escritor Valter Hugo Mãe recua ao seu romance autobiográfico "Contra Mim", para dizer que escreveu um capítulo sobre Jô Soares.

"Não porque era um artista a dar na TV, mas sobretudo porque se tornou em alguém da nossa própria família. É uma tristeza profunda que não o possamos voltar a ver e a ouvir", lamentou o autor.

As cantoras Mariza e Carminho e o humorista César Mourão, que também passaram pelo programa televisivo de Jô Soares, juntaram-se aos que recordaram o artista brasileiro.

O humorista e ator brasileiro Gregório Duvivier, conhecido em Portugal no coletivo Porta dos Fundos, escreveu no Instagram que é dia de celebrar Jô Soares, porque "está em toda a parte".

"Inventou expressões que a gente usa até hoje, revelou gerações de comediantes, fez o brasileiro mais feliz - objetivo primeiro e último da nossa profissão", disse.

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