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Guerra na Ucrânia

Nada indica que Putin esteja doente, diz chefe da CIA. "Quanto muito está saudável demais"

21 jul, 2022 - 10:28 • Joana Azevedo Viana

As declarações de Burns surgem na semana em que os Estados Unidos anunciaram que vão fornecer mais armas de longo alcance à Ucrânia para combater as tropas russas.

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Não há informações recolhidas pelos serviços secretos norte-americanas que indiquem que o Presidente da Rússia se encontra instável ou doente.

A afirmação foi feita esta quinta-feira por William Burns, diretor da agência norte-americana CIA, no Fórum de Segurança de Aspen, no Colorado.

Em tom de brincadeira, Burns disse que, na verdade, Vladimir Putin parece até estar "saudável demais", acrescentando que esta última parte não é uma análise formal dos serviços de informação.

"Há muitos rumores sobre a saúde do Presidente Putin, mas pelo que sabemos quanto muito está saudável demais."

Nos últimos meses, em particular desde que ordenou a invasão da Ucrânia no final de fevereiro, a saúde de Putin, 70 anos, tem estado sob grande escrutínio, com crescente especulação de que poderia sofrer de uma doença grave, nomeadamente cancro.

Burns, que foi embaixador dos EUA em Moscovo entre 2005 e 2008, diz que tem observado e lidado com o Presidente russo há mais de duas décadas, retratando Putin como "um grande crente no controlo, intimidação e vingança", traços de personalidade que foram sendo endurecidos na última década à medida que o seu círculo de conselheiros próximos foi contraindo.

"Ele está convencido de que o seu destino enquanto líder da Rússia é restaurar a Rússia como grande potência. Acredita que a melhor forma de o fazer é recriar uma esfera de influência entre os vizinhos da Rússia e não consegue fazer isso sem controlar a Ucrânia."

As declarações de Burns surgem na semana em que os Estados Unidos anunciaram que vão fornecer mais armas de longo alcance à Ucrânia para combater as tropas russas.

O anúncio foi feito depois de o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, ter dito que o foco militar de Moscovo na Ucrânia já não está "apenas o Leste", deixando subentendido que a estratégia mudou para conquistar também a parte ocidental do país.

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  • Cidadao
    21 jul, 2022 Lisboa 13:28
    Enviar armas em quantidade e qualidade e retirar objeções a bombardear território Russo. Vendo bem, a Rússia destruíu a Ucrânia - com disparos de misseis a centenas de KM, bombardeamentos maciços de artilharia de longo alcance, ataques aéreos sem oposição, ou seja, não em combate próximo mas a salvo de retaliação Ucraniana por insuficiência de armamento. Um vez que os Russos falam em atacar toda a Ucrânia, porque não dar armas à Ucrânia que permitam também bombardear Moscovo?
  • Ivo Pestana
    21 jul, 2022 Funchal 12:02
    Doente está o planeta, com a desgraça feita pelos seus habitantes.

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