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Conferência dos Oceanos

​Preço médio do peixe subiu 25% no início de 2022

29 jun, 2022 - 11:54 • Cristina Nascimento

Nações Unidas estão preocupadas com o impacto no consumidor e sublinha que atualmente quase metade da população mundial não consegue pagar uma dieta saudável.

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Nos primeiros quatro meses do ano, o preço médio do peixe aumentou 25%. A estimativa é feita pela agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Numa conferência de imprensa na Conferência dos Oceanos, a decorrer em Lisboa esta semana, o diretor da FAO para o setor das pescas e aquacultura Manuel Barange mostrou-se preocupado com a subida de preço.

“Isto tem impacto no consumidor, estamos muito preocupados. Como sabem a FAO foi criada em 1945 porque na altura achávamos que não seria possível alimentar um mundo com três mil milhões de pessoas. Agora, estamos a tentar alimentar 10 mil milhões de pessoas. É muito importante não só produzir de forma sustentável e igualitária, mas também garantir que é financeiramente comportável”, disse Manuel Barange, acrescentando que “três mil milhões de pessoas, quase metade da população mundial, não podem pagar por uma dieta saudável“.

Manuel Barange falava na apresentação do relatório sobre pescas e aquacultura, um documento que é publicado a cada dois anos e que pela primeira vez foi apresentado fora do edifício da FAO.

Os números agora divulgados dizem respeito a 2020, ano em que se atingiu um valor recorde de produção de peixe na ordem das 214 milhões de toneladas, sendo que o setor da aquicultura foi o que mais cresceu.

No total, em 2020, a produção de animais aquáticos foi 30% superior à média dos anos 2000 e 60% acima da média dos anos 90.
Para estes resultados contribuiu, “em grande parte”, a produção aquícola recorde de 87,5 milhões de toneladas de animais aquáticos.

Este responsável da FAO revelou ainda que, atualmente, em média, cada pessoa consome por ano um pouco mais de 22 quilos de peixe, um valor que pode chegar a 25 quilos se houver uma boa gestão dos stocks de pescado.

Manuel Barange destacou ainda que, a nível global, há 58 milhões de pessoas que dependem financeiramente do setor das pescas, 21% das quais mulheres.

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