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Biden sobre fim do direito ao aborto. “Dia sombrio, mas luta não acabou”

24 jun, 2022 - 17:53 • Ricardo Vieira

Presidente norte-americano vai “fazer tudo para proteger as mulheres”, nomeadamente defender o direito de se deslocarem a outros estados para abortar.

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A decisão do Supremo Tribunal, que revoga o direito constitucional ao aborto, é um “dia sombrio” para os Estados Unidos, mas “a luta não acabou”, afirma o Presidente norte-americano.

Numa declaração ao país, Joe Biden considera que os juízes retiraram um “direito fundamental” e a “saúde das mulheres americanas fica em risco”.

O Presidente norte-americano afirma que, se os estados aprovarem o fim do aborto, mulheres vão dar à luz o filhos dos violadores ou consequência de incesto.

A decisão, tomada por uma maioria de juízes “extremista” no Supremo, “abre um caminho perigoso”, alerta Joe Biden.

O político democrata garante que “a luta não terminou” e que os eleitores podem ajudar a mudar o jogo ao eleger representantes pró-aborto para o Congresso dos Estados Unidos.

Joe Biden assegura que vai “fazer tudo para proteger as mulheres”, nomeadamente defender o direito de se deslocarem a outro estado para abortar ou de terem acesso a medicamentos.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos eliminou a garantia constitucional do direito ao aborto. A decisão passou com seis voto a favor e três contra.

Em causa está legislação Roe vs. Wade, que vigorava desde 1973. Chega assim ao fim a garantia constitucional do aborto em vigor há cinco décadas no país.

A decisão dos juízes do Supremo Tribunal norte-americano surge na sequência de uma disputa sobre a legislação aprovado no estado do Mississippi, que proíbe o aborto depois das 15 semanas.

Cerca de metade dos estados dos EUA já indicaram que vão avançar com a proibição do aborto.

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