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Ucrânia

Guterres pede que Moscovo e Kiev acelerem negociações para alcançar a paz na Ucrânia

09 mai, 2022 - 19:28 • Lusa

Guterres enfatizou que tal acordo deve respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu esta segunda-feira à Rússia e à Ucrânia que acelerem as negociações para alcançar uma solução pacífica para o conflito, em linha com o direito internacional.

"Peço à Rússia e à Ucrânia que intensifiquem os esforços diplomáticos através do diálogo para alcançar urgentemente um acordo negociado. As armas devem ser silenciadas", disse Guterres numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra moldava, Natalia Gavrilita.

Guterres enfatizou que tal acordo deve respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

"Peço aos atores regionais e internacionais que apoiem este processo em prol da estabilidade internacional", acrescentou, durante o seu discurso em Chisinau, capital da Moldava.

"Repito a minha oferta de prestar os meus bons ofícios a qualquer momento para pôr fim a esta guerra sem sentido", ofereceu Guterres.

O diplomata português exortou ainda a Rússia a pôr termo às suas ações militares no país vizinho, manifestou a sua "profunda preocupação" com a continuação e possível alastramento do conflito e considerou como inimagináveis as consequências de uma escalada da guerra na Ucrânia.

"Países vizinhos como a Moldova já estão a lutar com as ramificações socioeconómicas desta guerra que veio após a pandemia, e com a recuperação desigual que infelizmente aconteceu no nosso mundo por falta de solidariedade efetiva dos ricos com os pobres", enfatizou.

Depois que um general russo reconheceu que Moscovo está a considerar o acesso à região separatista moldava da Transnístria, Guterres defendeu a integridade territorial do país.

"A soberania, independência e integridade territorial da Moldova, e o sólido progresso que fez nas últimas três décadas, não devem ser ameaçados ou prejudicados", disse Guterres.

O ex-primeiro-ministro português também pediu à comunidade internacional que ajude Chisinau a lidar com a enorme vaga de refugiados ucraniano, que o Governo agora estima em quase 100.000.

"A Moldova é um país pequeno com um grande coração. A Moldova merece paz, estabilidade e assistência internacional maciça para resolver o problema dos refugiados", argumentou.

Já Natalia Gavrilita salientou que o seu Governo está a tomar todas as medidas que estão ao seu alcance para preservar a estabilidade em ambos os lados do rio Dniester.

"A guerra na Ucrânia afeta-nos diretamente. A prioridade é manter a paz e garantir a segurança dos moldavos e refugiados ucranianos. Abrimos as nossas casas e nossos corações para eles", disse.

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