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Dia 74. 60 morrem em escola em dia de visitas surpresa e reunião do G7

08 mai, 2022 - 22:10 • Daniela Espírito Santo

Trudeau, Jill Biden e Bono Vox entre figuras que passaram pela Ucrânia, num dia em que um ataque a uma escola provocou dezenas de mortes e o G7 acusou Putin de envergonhar a Rússia.

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O 74.º dia de guerra na Ucrânia foi marcado por um ataque russo a uma escola que servia de refúgio. Segundo garantiu Zelenskiy este domingo, cerca de 60 pessoas terão perdido a vida e estarão nos escombros do edifício. Trinta foram resgatadas com vida.

No campo bélico, e no dia em que mais 170 civis resgatados de Azovstal e outras zonas de Mariupol chegaram em segurança a Zaporizhzhia, os soldados ucranianos que estão há várias semanas nas galerias subterrâneas do complexo siderúrgico de Azovstal garantiram que não se vão render à Rússia.

Num dia extremamente simbólico para as forças militares, Zelenskiy relembrou a Segunda Grande Guerra e comparava a invasão da Ucrânia ao que acontecera na Europa com nazismo.

"O demónio voltou à Ucrânia. Com outros slogans, mas com o mesmo objetivo. Nem durou um século. O nosso 'nunca mais' durou 77 anos", disse.

Também o presidente alemão recordou a II Guerra Mundial. "Hoje, neste 8 de maio, o sonho de uma casa europeia comum em paz foi despedaçado; em seu lugar, foi imposto o pesadelo", disse Frank Walter Steinmeier num evento da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB, na sigla em alemão), por ocasião do 77.º aniversário da Capitulação do Terceiro Reich.

A guerra de agressão desencadeada por Putin "destrói a ordem pacífica europeia alcançada e mantida desde o final da Segunda Guerra Mundial", acrescentou.

Putin também assinalou o 77.º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi, felicitando os países da ex-União Soviética.

A NATO também se pronunciou, este domingo. O secretário-geral da NATO diz que a Aliança "não viu qualquer mudança" na estratégia nuclear de Moscovo, alertando para a necessidade de se estar preparado para "mais destruição massiva" por parte da Rússia na guerra na Ucrânia.

E já que falamos em responsáveis políticos, o Papa pediu-lhes este domingo que não percam a esperança na paz para a Ucrânia. Lembrando que não é com o uso das armas que a paz é alcançada, Francisco pediu a oração para todos os que sofrem na guerra.

Neste domingo, Dia da Mãe na Ucrânia e nos EUA, Jill Biden apareceu de surpresa na região para se reunir com a esposa do Presidente ucraniano. Ninguém estava a contar com esta visita e muito menos em ver a primeira-dama do país, Olena Zelenska, que já não aparecia em público desde o início do conflito.

Não foi a única visita ao país registada nas últimas horas: Justin Trudeau, primeiro-ministro ucraniano, esteve em Kiev, bem como a presidente do Bundestag e o primeiro-ministro croata.

O dia fica, igualmente, marcado pela reunião do G7 em videoconferência, para a qual Zelenskiy foi convidado. O grupo dos sete países mais industrializados comprometeu-se este domingo a proibir ou eliminar gradualmente as importações de petróleo russo.

O dia fica, igualmente, marcado pela reunião do G7 em videoconferência, para a qual Zelenskiy foi convidado. O grupo dos sete países mais industrializados comprometeu-se este domingo a proibir ou eliminar gradualmente as importações de petróleo russo. O grupo defendeu que o Presidente Vladimir Putin envergonha "os sacrifícios históricos" da Rússia e reiteraram apoio à Ucrânia.Zelenskiy agradeceu o apoio e pediu "sanções severas" à Rússia.

Ainda no campo político, os estados-membros da União Europeia continuam sem acordo no que diz respeito à proibição da importação de petróleo russo.

Por cá, cerca de 300 pessoas marcharam nem Lisboa numa manifestação de apoio à Ucrânia e contra o que consideram ser o regime fascista na Rússia, tendo entoado palavras contra o Presidente russo, Vladimir Putin, junto à embaixada de Moscovo.

No dia que a Ucrânia recorda as vítimas da Segunda Guerra Mundial, as sirenes de ataque aéreo voltaram a tocar. Odessa é a mais fustigada nas últimas horas pelos ataques da Rússia. O Estado-Maior das forças armadas ucranianas alertou, ainda, para o que descreveu como "preparações para entrar em combate iminente" por parte de grupos armados e tropas russas na Transnístria, um território separatista na vizinha Moldávia. Agora que o Dia da Vitória chegou, espera-se uma noite complicada nas zonas de conflito mais aceso. O mundo aguarda para ver o que fará a Rússia no dia da sua parada militar.

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