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Mais um navio da Evergreen encalhado, um ano depois do Suez

16 mar, 2022 - 10:46 • Sofia Freitas Moreira

Trata-se de um cargueiro de 334 metros com a bandeira de Hong Kong, chamado “Ever Forward”. O navio tinha como destino Norflok, na Virgínia, mas acabou por ficar preso após a partida do Terminal Seagirt, no Porto de Baltimore.

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Mais um cargueiro operado pela mesma empresa que bloqueou o Canal do Suez no ano passado, impedindo que se realizassem milhões de euros no comércio global durante quase uma semana, ficou encalhado na Baía de Chesapeake, nos Estados Unidos, no domingo à noite.

Trata-se de um cargueiro de 334 metros com a bandeira de Hong Kong, chamado “Ever Forward”. O navio tinha como destino Norflok, na Virgínia, avança o The New York Times, mas acabou por ficar preso após a partida do Terminal Seagirt, no Porto de Baltimore.

Segundo o diretor-executivo da administração do porto, o navio “não está a impedir a circulação de outras embarcações na zona”. A Guarda Costeira e a gigante Evergreen têm estado a monitorizar a situação, diz ainda a mesma fonte.

Já se navega no canal do Suez. Ever Given desencalhado, seis dias depois
Já se navega no canal do Suez. Ever Given desencalhado, seis dias depois

Em março de 2021, o Canal do Suez, ponto de passagem de cerca de 10% do comércio mundial, ficou bloqueado durante seis dias, causando uma grave interrupção no tráfego marítimo.

As imagens deste navio, um dos maiores do mundo, parado durante quase uma semana naquela crucial rota marítima, tiveram um grande impacto nas redes sociais e meios de comunicação de todo o mundo.

O navio, com bandeira do Panamá e operado pela empresa taiwanesa Evergreen Marine Corporation, ficou atravessado no canal, no dia 23 de março, bloqueando todo o tráfego.

O "Ever Given" foi então direcionado para o grande lago Amer, no centro do canal, pelas autoridades egípcias que exigiram uma indemnização do proprietário do navio, pela perda de receitas durante o incidente, o custo de resgate e os danos no canal.

De acordo com a SCA, o Egito perdeu entre 10 a 12,6 milhões de euros por dia.

Além disso, um funcionário da SCA morreu durante as operações de reflutuação do navio e o revestimento da costa foi danificado.

Um total de 422 navios carregados com 26 milhões de toneladas de carga ficaram bloqueados. De acordo com a seguradora Allianz, as perdas atingiram 5.000 a 8.4000 milhões de euros para o comércio marítimo global.

Um acordo "inicial" de indemnização foi anunciado no final de junho entre o Egito e o dono do navio, sem que o valor fosse especificado.

O canal do Suez é uma das principais fontes de receita do país, já que entre 2019 e 2020 rendeu aos cofres do Estado cerca de 4.800 milhões de euros.

Quase 19.000 navios usaram o canal em 2020, de acordo com a SCA, uma média de 51,5 navios por dia.

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