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Guerra na Ucrânia

Zelensky. Bombardeamento em Kharkiv foi "claramente um crime de guerra"

01 mar, 2022 - 09:37 • Redação

Presidente ucraniano diz ter recebido sinais na reunião com a Rússia, mas lembra que o cessar-fogo não foi respeitado.

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O Presidente da Ucrânia, Vlodymyr Zelensky, classifica que o bombardeamento de Kharkiv, que provocou vítimas civis em bairros residenciais, como um crime de guerra.

O bombardeamento russo contra Kharkiv provocou ferimentos em, pelo menos, 20 pessoas, avançam os serviços de emergência, citados pela BBC. Num discurso ao povo ucraniano, Zelensky condenou o ataque.

"As forças russas atiraram brutalmente sobre Kharkiv com artilharia de jatos. Foi claramente um crime de guerra. É uma cidade pacífica, com áreas residenciais pacíficas. Não tem quaisquer infraestruturas militares. Dezenas de testemunhos provam que não foi um acidente, mas sim uma destruição deliberada de pessoas. Os russos sabiam para onde estavam a disparar", acusou o Presidente ucraniano.

Sobre as negociações de segunda-feira com a Rússia, Zelensky assumiu que recebeu alguns sinais de Moscovo, no entanto, lembrou que o cessar-fogo que solicitara não foi respeitado.

"A Rússia declarou a sua posição. Nós delineámos a nossa, em resposta, para acabar com a guerra. E recebemos alguns sinais. Com a delegação ucraniana a regressar a Kiev, vamos agora analisar o que ouvimos, para depois determinar como nos vamos mover na segunda ronda de negociações", afirmou o líder ucraniano.

A segunda ronda de negociações depende do respeito de algumas prioridades que foram elencadas por ambas as partes na reunião.

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional anunciou, na segunda-feira, a abertura, "o mais depressa possível" de uma investigação a alegados "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" no conflito que assola a Ucrânia desde 2014.

"Estou convencido que existe uma base razoável para acreditar que presumíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade têm sido cometidos na Ucrânia" desde 2014, disse o procurador-geral da instância internacional com sede em Haia (Países Baixos), Karim Khan, numa declaração citada pelas agências internacionais.

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