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Ucrânia

Governo aconselha portugueses em Kiev a sair com cautela ou a manterem-se abrigados

01 mar, 2022 - 19:27 • Lusa

A probabilidade de um grande ataque à capital, com três milhões de habitantes, parece estar a aumentar a cada hora.

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O Ministério dos Negócio Estrangeiros aconselhou esta terça-feira os cidadãos portugueses que ainda se encontrem em Kiev a procurar sair "com a maior cautela", se tiverem oportunidade, ou a manter-se abrigados, dada a degradação das condições de segurança.

"Regista-se um agravamento da insegurança na cidade de Kiev", começa por ler-se num alerta publicado no Portal das Comunidades Portuguesas.

"Aconselhamos os cidadãos portugueses que ainda estejam na cidade a manter-se abrigados, se tiverem uma oportunidade de sair, deverão procurar fazê-lo com a maior cautela", acrescenta a mesma nota.

Adicionalmente, a ONU anunciou a organização de um comboio automóvel para saída de Kiev, que parte às 07:00 de quarta-feira, e alertou que esta pode ser a última oportunidade para sair da capital da Ucrânia nos próximos tempos.

"Amanhã (02 de março) irá ser organizado um comboio automóvel da ONU para saída de Kiev, ponto de partida é o Ramada Hotel Kyiv às 07h00", lê-se no portal.

Desta forma, quem tiver viatura pode juntar-se a este comboio que, tendo em conta "o cenário expectável de degradação da situação de segurança" na capital ucraniana, "poderá ser nos próximos tempos a última oportunidade para sair da cidade".

A probabilidade de um grande ataque à capital, com três milhões de habitantes, parece estar a aumentar a cada hora.

Imagens de satélite, divulgadas na segunda-feira à noite pela empresa norte-americana Maxar, mostravam um comboio de 64 quilómetros de centenas de tanques russos e outros veículos a avançar em direção à capital ucraniana.

Ao início da tarde desta terça-feira, os militares russos apelaram aos civis de Kiev que vivem perto de infraestruturas de serviços de segurança ucranianos para evacuarem esses lugares, dizendo que iam atacar para travar "ciberataques contra a Rússia".

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