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Empresário português na Ucrânia conta que já começou a corrida aos supermercados

24 fev, 2022 - 09:10 • Henrique Cunha , Olímpia Mairos

Está no centro da Ucrânia, em Poltava, cidade onde vai ficar por opção.

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O português Alex Pinto encontra-se na Ucrânia e diz que vai manter-se no país. Em declarações à Renascença a partir de Poltava, cidade onde tem a sua família, o empresário assegura que onde se encontra está longe da zona de conflito.

“Não tenho alternativa e esta foi a minha opção. Eu estou no centro da Ucrânia a 140 km de Carvov e 30 mais é a fronteira com a Rússia e estou a 300 km para baixo de Kiev, no sentido de Odessa”, conta.

“É uma zona mais calma e não há assim nenhuns pontos estratégicos que possam interessar em termos bélicos em Poltava. A cidade está relativamente calma. As pessoas é que andam a correr para o supermercado de uma forma mais descontrolada”, descreve o empresário.

Neste relato a partir de Poltava, Alex Pinto diz que foi acordado esta madrugada pelo barulho de aviões.

“Fui acordado às seis da manhã com barulho de jatos a passar, mas eu não estou em Kiev, vim para Poltava ontem, onde tenho a família e é o sítio onde devo estar. Mas aqui também se ouviu. Os aviões fizeram um barulho ensurdecedor quando passaram”.

Alex Pinto confessa que ficou “apreensivo, não sabia o que se estava a passar” e só se apercebeu quando viu as notícias e tomou consciência que o país está em lei marcial e que todos os voos estão fechados para fora do país.

Apesar de estar distante do centro do conflito, o empresário nota que já começou a corrida aos supermercados.

“As filas para levantar dinheiro são enormes. As pessoas começaram a comprar coisas ao desbarato e já há falta de algumas coisas em supermercados, precisamente porque as pessoas começam a açambarcar”, diz à Renascença.

Alex Pinto adianta que na região de Lviv, junto à fronteira com a Polónia se encontra um foco de maior tensão, havendo mesmo a informação não confirmada da entrada na Ucrânia de cerca de 30 mil soldados.

“A televisão não fala muito. Eu estive contato com pessoas que lá moram, nomeadamente brasileiros, e lá está instaurado o pânico, porque há sirenes a fazer barulho o tempo inteiro e as pessoas estão a começar a comprar velas, a comprar água porque dizem que talvez vão cortar a eletricidade e água”, conta.

O empresário refere ainda que lhe contaram, embora não possa confirmar, que “30 mil soldados passaram da Polónia para o lado ucraniano, porque a Bielorrússia também deixou passar soldados russos ao lado da Ucrânia”.

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