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Portugal alerta para "a mais grave crise de segurança na Europa desde a II Guerra Mundial"

24 fev, 2022 - 15:48 • Ricardo Vieira

"Hoje somos todos ucranianos", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República.

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A invasão da Ucrânia representa um "ato de agressão intolerável" por parte da Rússia, acusa o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações esta quinta-feira no Parlamento.

Os aliados ocidentais "não têm nenhuma disponibilidade para aceitar as ameaças" do Presidente russo, Vladimir Putin.

"Estamos perante a mais grave crise de segurança na Europa desde a II Guerra Mundial", afirma Augusto Santos Silva.

Os 50 milhões de ucranianos têm direito a viver em democracia. "Hoje somos todos ucranianos", sublinha o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alertou que os países ocidentais e membros da NATO têm de estar preparados “para todos os cenários”, trabalhando ao mesmo tempo no plano da defesa e no das sanções económicas e financeiras.

“Temos que estar preparados para todos os cenários. Lamento dizê-lo, mas não posso dizer outra coisa: hoje temos que trabalhar com todos os cenários em cima da mesa porque o que acontece é que a ação de [Vladimir] Putin não apenas excede as suas palavras, a ação de Putin em cada momento está a exceder o máximo que prevíamos como possível nessa mesma ação”, sustentou Augusto Santos Silva.

Na reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, que debate o conflito na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros insistiu na necessidade de trabalhar “ao mesmo tempo em dois pilares”.

“O pilar da nossa própria defesa, que passa pela nossa própria capacidade de dissuasão, e o plano das sanções económicas e financeiras propriamente ditas”, acrescentou.

Santos Silva considerou ainda que “qualquer que seja o objetivo” da ofensiva russa, “ele é ilegítimo, é ilegal e é condenável”.

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