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EUA

Biden vai atribuir a Trump "responsabilidade única" sobre invasão ao Capitólio

05 jan, 2022 - 22:39 • Lusa

O atual Presidente considera a data de 06 de janeiro de 2021 um "trágico culminar do que os quatro anos" do mandato de Trump fizeram ao país. Na quinta-feira assinala-se o primeiro aniversário do ataque, dia em que Biden vai discursar.

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O Presidente dos EUA, Joe Biden, vai fazer um discurso na quinta-feira, assinalando um ano sobre o ataque ao Capitólio, em que denunciará a "responsabilidade única" do ex-Presidente Donald Trump na "carnificina" durante a invasão.

Joe Biden "olha para o dia 06 de janeiro como a trágica conquista do que quatro anos da presidência de Trump fizeram a este país", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, manifestando a intenção de o atual Presidente endurecer o tom de crítica sobre o seu antecessor.

"O Presidente vai explicar o significado do que aconteceu no Capitólio e a responsabilidade única que Trump tem pelo caos e carnificina a que assistimos naquele dia", disse Psaki sobre o discurso, que acontecerá um ano depois do ataque em que cinco pessoas morreram e 140 polícias ficaram feridos.

"(Biden) vai rejeitar enfaticamente as mentiras que o ex-Presidente espalhou, na tentativa de enganar o povo americano e os seus próprios apoiantes, bem como de subtrair a atenção sobre o seu papel no ocorrido", acrescentou a porta-voz.

O atual Presidente considera a data de 06 de janeiro de 2021 um "trágico culminar do que os quatro anos" do mandato de Trump fizeram ao país, que "minou a Constituição e ignorou o seu juramento ao povo americano na tentativa de acumular mais poder para si mesmo e para os seus aliados", explicou Psaki.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, no seu discurso de quinta-feira, Biden vai dizer que considera Trump "uma ameaça à democracia americana" e vai lamentar que o ex-Presidente "trabalhe constantemente para minar os valores básicos dos Estados Unidos e a legalidade".

Trump chegou a ter previsto fazer declarações no dia de aniversário do ataque ao Capitólio, onde Joe Biden irá discursar, mas na terça-feira acabou por recuar da intenção, anunciando que irá pronunciar-se num comício a 15 de janeiro.

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O ex-presidente - que até agora se recusou a aceitar a derrota perante Biden, nas eleições de 2020 - fez um comício para os seus apoiantes, pouco antes do ataque, no qual encorajou a multidão a marchar sobre o Capitólio e a lutar para impedir a validação do resultado eleitoral.

Trump foi julgado politicamente no Senado pela sua responsabilidade no assalto, mas foi absolvido graças aos votos dos republicanos.

A maioria dos eleitores republicanos continua a acreditar nas alegações não comprovadas de Trump sobre fraude eleitoral, de acordo com as diversas sondagens, e o ex-Presidente continua a espalhar teorias de conspiração segundo as quais os invasores do Capitólio não eram seus seguidores, apesar de várias investigações terem demonstrado que o eram.

Depois de terem caído logo após o ataque ao Capitólio, os índices de popularidade de Trump entre republicanos têm vindo a recuperar, para mais de 85%, segundo uma recente sondagem da YouGov.

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