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Web Summit

​Catarina Furtado. “Violência que as mulheres sofrem online e offline são semelhantes”

03 nov, 2021 - 17:48 • Cristina Nascimento

Catarina Furtado veio à Web Summit na qualidade de embaixadora do Fundo de População das Nações Unidas.

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Catarina Furtado subiu ao Palco Cental da Web Summit para falar sobre feminismo e as desigualdades de género que deixa milhões de mulheres para trás. Aliás foi por aí que começou a sua intervenção. “Estou aqui a dar voz a milhões de meninas e mulheres que não têm voz”, disse.

Mas porque estamos na Web Summit o ponto de partida para esta conversa foi os riscos que as mulheres correm online.

A apresentadora de televisão e embaixadora do Fundo de População das Nações Unidas considerou que a “violência que as mulheres sofrem online e offline são semelhantes”, referindo-se a situações como assédio sexual, violência em função do género e bullying.

Catarina Furtado lembrou que as mulheres vivem esses ataques perante uma “audiência global”, mas lidam sozinhas com as consequências do que vivem, o que tem um “grande impacto ao nível da saúde mental”.

Já sobre o papel da tecnologia, Catarina Furtado considera que tem “ajudado muito”, por exemplo, referiu, ampliar a voz da solidariedade feminina.

“Há uma nova geração de feministas, não só novas [de idade], mas também mulheres mais velhas com competências digitais”, explicou.

Catarina Furtado lembrou a diferença salarial entre homens e mulheres que ainda existe em todo o mundo e considerou que a aposta na educação das mulheres é o fator principal para que o cenário possa mudar.

A apresentadora de televisão partilhou com o público as experiências que tem vivido como embaixadora das Nações Unidas em países como o Sudão do Sul, Cabo Verde, São Tomé ou Bangladesh.

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