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Bolsonaro irrita-se com pergunta sobre mais de 600 mil mortos por Covid-19

11 out, 2021 - 22:44 • Lusa

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao totalizar mais de 21,5 milhões de infeções pelo novo coronavírus.

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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que está a passar alguns dias de férias numa praia, irritou-se esta segunda-feira, quando uma mulher o questionou sobre as mais de 600 mil mortes que a Covid-19 já causou no país.

"Em que país não morreu gente?", perguntou Bolsonaro três vezes, que, diante da falta de resposta da mulher, acrescentou visivelmente chateado: "Olha, eu não vim aqui para me aborrecer".

O Brasil ultrapassou a barreira de 600 mil mortes devido à Covid-19 na última sexta-feira e, até agora, o chefe de Estado ainda não se pronunciou sobre a marca , que até então apenas foi ultrapassada pelos Estados Unidos.

Antes de ser questionado pela mulher, em conversa com alguns apoiantes na praia do Guarujá, em São Paulo, Bolsonaro garantiu que o país "está a sair dessa crise de saúde", considerando que a pandemia "praticamente acabou", tendo em conta a redução acentuada do número de mortes e infeções que foi registada nos últimos meses.

Essa queda vertical nas estatísticas tem sido atribuída, sobretudo, ao avanço da vacinação, que, esta segunda-feira, chega a 47% dos 213 milhões de brasileiros com o esquema vacinal completo, enquanto pouco mais de 70% tem apenas a primeira dose.

"Chamam-me de negacionista e demos 20 mil milhões de reais (cerca de 3,13 mil milhões de euros) para comprar vacinas", acrescentou o líder da extrema-direita brasileira, que desde o início da pandemia sempre minimizou a gravidade da mesma e passou a questionar a eficácia dos imunizantes.

Bolsonaro voltou a criticar a "política do fique em casa, a economia vem depois", em alusão aos confinamentos e a outras medidas que restringiram a mobilidade nos piores momentos da crise da saúde e que foram adotadas por governadores e prefeitos.

"Agora temos a inflação e todos pagamos a conta", disse o Presidente, que avaliou que a perda de poder aquisitivo dos brasileiros e o aumento de preços registados este ano, já próximos a 9%, são consequência dessas medidas restritivas.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao totalizar 601.011 óbitos e mais de 21,5 milhões de infeções pelo novo coronavírus.

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  • Onival
    11 out, 2021 Cruz Quebrada 21:59
    Vocês podem fazer o diabo para tentar derrubar o presidente Bolsonaro mas não vão conseguir. A abstinência do dinheiro público está vocês desesperados...por favor, esperem até 2026 aí vocês tentam eleger alguém do Foro de São Paulo. Em 2022 é Bolsonaro de novo.

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