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Afeganistão com Governo interino, mas um ministro é procurado pelo FBI

07 set, 2021 - 15:57 • Redação

Executivo será liderado pelo mullah Mohammad Hassan Akhund, o Ministério do Interior ficará a cargo de Sarajuddin Haqqani, considerado um terrorista internacional pelos Estados Unidos.

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Os talibãs anunciaram esta terça-feira a composição do novo Governo interino do Afeganistão, uma semana após a retirada das forças internacionais do país.

O mullah Mohammad Hassan Akhund, um dos mais destacados líderes do movimento talibã, será o primeiro-ministro do executivo, revelou o porta-voz Zabihullah Mujahid.

O "número dois" do novo Governo talibã será o mullah Abdul Ghani Baradar, cofundador dos chamados "estudantes de teologia" que querem impor a sua versão extremista da lei islâmica, a sharia, no Afeganistão.

O Ministério do Interior ficará entregue a Sarajuddin Haqqani, chefe da Rede Haqqani, que integra a lista dos Estados Unidos de organizações terroristas.

Sarajuddin Haqqani é procurado pela agência de segurança federal norte-americana FBI. Oferece cinco milhões de dólares por informações que levem à captura do novo ministro afegão.

"Acredita-se que Haqqani permaneça no Paquistão, especificamente na área de Miram Shah, Waziristão do Norte, Paquistão. Ele é supostamente um líder sénior da Rede Haqqani e mantém laços estreitos com os talibãs e a Al-Qaeda. Haqqani é um terrorista global especialmente designado", refere o FBI.

O Ministério da Defesa fica entregue a Mohammad Yaqoob, o filho doe mullah Omar, o falecido líder original dos talibãs.

A cúpula do novo Governo é composta por caras conhecidas dos talibãs e não há sinais de haver figuras que não integrem o movimento radical islâmico.

O novo Governo interino do Afeganistão é conhecido poucas semanas depois dos talibãs tomarem o poder e acabarem com duas décadas de intervenção das forças lideradas pelos Estados Unidos.

"Sabemos que as pessoas do nosso país aguardavam por um novo Governo", declarou o porta-voz Zabihullah Mujahid.

Os talibãs prometeram um Governo "inclusivo", representativo da variedade étnica do país.

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