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UE quadruplica ajuda humanitária ao Afeganistão

24 ago, 2021 - 11:22 • Lusa

São mais de 200 milhões de euros e o anúncio vai ser feito por Ursula Von der Leyen, na reunião do G7.

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A União Europeia vai anunciar, na reunião desta terça-feira dos líderes do G7, um aumento da ajuda humanitária ao Afeganistão dos atuais 57 milhões de euros para mais de 200 milhões, revelou a presidente da Comissão Europeia.

“Na videoconferência de hoje dos líderes do G7, vou anunciar um aumento da ajuda humanitária aos afegãos, dentro e em redor do país, do orçamento da UE, de mais de 50 milhões de euros para mais de 200 milhões de euros”, escreveu Von der Leyen na sua conta oficial na rede social Twitter.


A presidente da Comissão acrescenta que este aumento a partir do orçamento comunitário para 2021 se junta “às contribuições dos Estados-membros para ajudar o povo do Afeganistão”.

Os líderes do G7 vão reunir-se nesta terça-feira para “discussões urgentes” sobre o Afeganistão, onde os talibãs recusaram que a operação internacional para retirar milhares de estrangeiros e colaboradores afegãos ultrapasse a “linha vermelha” de 31 de agosto.

A reunião, em formato virtual, foi convocada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cujo país preside atualmente ao grupo das economias mais desenvolvidas, o denominado G7.


Além do Reino Unido, integram o G7 Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália e Japão. A União Europeia, que tem o estatuto de ‘oitavo membro’ do fórum – sem direito a ser anfitrião ou organizador de reuniões –, estará representada na reunião virtual pelos presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Von der Leyen.

A reunião realiza-se numa altura de maior tensão entre os talibãs e as forças internacionais sobre o prazo para terminar a retirada de milhares de pessoas que se têm concentrado no aeroporto de Cabul desde a tomada de poder pelos rebeldes, em 15 de agosto.

Os EUA retiraram 37.000 pessoas do Afeganistão desde 14 de agosto, número que ascende a 42.000 desde o final de julho, enquanto o Reino Unido transportou 6.600 desde a véspera da tomada de Cabul.

A braços com críticas à forma como conduziu o processo, o Presidente Joe Biden admitiu prolongar a operação para lá de 31 de agosto, a data que tinha fixado para terminar a retirada das tropas dos EUA, após uma guerra de 20 anos no Afeganistão.

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  • Cidadao
    24 ago, 2021 Lisboa 11:18
    Uma ideia inteligente, acenar com dinheiro a tipos que têm um País afundado em dívidas e que vivem do tráfico de droga e da extorsão do "imposto religioso" - aplicar sanções que seria o povo a sofrer e fariam aparecer sorrisos na Rússia e na China, de pouco serviriam. Continuem, mas fiscalizem se a ajuda não vai parar às mãos erradas

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