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"Movimento por Cabo Delgado" congratula-se com iniciativa solidária de Marcelo Rebelo de Sousa

21 jul, 2021 - 18:47 • Ecclesia

Presidente da República vai doar 30 mil euros à Caritas de Moçambique.

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As organizações portuguesas do Movimento por Cabo Delgado saudaram a iniciativa do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que decidiu doar 30 mil euros à Caritas de Moçambique, para apoio aos deslocados no norte do país lusófono.

“Vemos neste gesto um reconhecimento do papel e do trabalho desenvolvido pelas diferentes organizações da sociedade civil Moçambicana e Portuguesa, entre outras, no apoio aos deslocados e no esforço de manter na agenda política e mediática o drama humanitário que se vive naquela província de Moçambique”, explicam as organizações da sociedade civil, num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O presidente da República Portuguesa anunciou que vai doar o montante do “Prémio José Aparecido de Oliveira” da CPLP à Caritas de Moçambique para apoiar organizações não-governamentais que operam em Cabo Delgado, falando este sábado, na sessão de encerramento da XIII cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Luanda.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que as organizações não-governamentais “tanto fazem, e em condições tão difíceis, pela verdadeira e duradoura paz social com ilimitada devolução humanitária” na província moçambicana de Cabo Delgado, no norte do país.

Em Roma, a comunidade católica de Santo Egídio alertou hoje para a “situação insustentável” da população moçambicana, que se encontra “nas mãos dos terroristas” que atingem tanto a comunidade cristã como a muçulmana.

“Não abandonemos o povo de Moçambique vítima do terrorismo. As crianças estão a pagar o preço mais alto nesta crise, com as mulheres representam 75% dos deslocados internos”, explicou o padre Angelo Romano, responsável pelo Departamento de Relações Internacionais, ao portal ‘Vatican News’.

O Acordo de Paz de Moçambique, que pôs fim a uma guerra civil de quase 17 anos, foi assinado a 4 de outubro de 1992, em Roma, com a mediação da Comunidade Santo Egídio em Roma.

Desde 2017, ataques terroristas têm causado morte, destruição e deslocados internos em Cabo Delgado, no norte do país.

No início de julho, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu representantes do ‘Movimento por Cabo Delgado, constituído por mais de 30 organizações da sociedade civil portuguesa que trabalham na defesa das populações daquele território moçambicano.

O movimento nasceu em janeiro deste ano com a publicação do manifesto público ‘Cabo Delgado: não nos conformamos com a violência’, e a carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e têm realizado várias iniciativas de apelo ao Governo português, à União Europeia e às Nações Unidas pelo “envio urgente de ajuda humanitária” para Cabo Delgado.

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