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Venezuela. Opositor Gilber Caro anuncia passagem à clandestinidade

20 jul, 2021 - 00:01 • Lusa

Dirigente do partido Vontade Popular (de centro-esquerda, a que pertenceu o líder opositor Juan Guaidó) é acusado de conspirar para assassinar Nicolás Maduro e acusa a ditadura de perseguir e sequestrar os que lutam pela liberdade da Venezuela.

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O político opositor venezuelano Gilber Caro anunciou esta segunda-feira que passará à clandestinidade, depois de ter sido acusado de conspirar para assassinar Nicolás Maduro e de envolvimento com grupos criminosos que participaram em violentos confrontos em Caracas.

"Continuarei lutando pela Venezuela, agora desde a clandestinidade, e continuaremos firmes perante as mentiras da tirania (...) estou com todos vocês", anunciou o político na sua conta do Twitter.

Numa outra mensagem, o dirigente do partido Vontade Popular (de centro-esquerda, a que pertenceu o líder opositor Juan Guaidó) diz que "a ditadura persegue e sequestra os que lutam pela liberdade da Venezuela".

"Maduro e o seu regime têm tentado deter a luta democrática, para continuar oprimindo os venezuelanos", conclui.

Em 13 de julho, o Governo venezuelano voltou a acusar a oposição de estar a armar, com o apoio da Colômbia, "criminosos para desestabilizar" o país e pediu a detenção dos opositores Gilber Caro, Luís Somaza, Hasler Iglesias e Emilio Graterón, do partido opositor Vontade Popular.

A acusação foi feita por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional (controlada pelo chavismo), durante uma conferência em que acusou os opositores de envolvimento em planos de conspiração para assassinar Nicolás Maduro e pediu ao Ministério Público que ordene que sejam detidos.

Segundo a imprensa local, Giber Caro, 47 anos, político e ativista venezuelano, esteve detido em três ocasiões anteriores, todas elas depois de ser acusado regime de conspirar para forçar uma mudança de Governo no país. Os seus advogados denunciaram que foi submetido a tratos cruéis e inumanos.

Em 11 de janeiro de 2017, quando era deputado ativo da Assembleia Nacional, foi intercetado por funcionários dos serviços de informação, numa autoestrada em Carabobo (centro do país) e acusado de subtrair haveres das Forças Armadas e do crime de traição à pátria.

Em 26 de abril de 2019, foi detido por funcionários dos serviços de informação, acusado de conspiração e libertado dois meses mais tarde.

Em 20 de dezembro de 2019, foi detido funcionários das Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional Bolivariana (FAES). Foi acusado de conspiração e de portar explosivos. Foi indultado pelo Presidente Nicolás Maduro em agosto de 2020.

Em 13 de julho de 2021 o dirigente social venezuelano Jairo Pérez e três familiares do político opositor Javier González, do partido Vontade Popular, foram detidos pelas autoridades venezuelanas, que os acusam de alegados vínculos com organizações criminosas que em finais de junho ocasionaram violentos confrontos com as forças de segurança em Caracas.

Estas detenções ocorreram um dia depois de as autoridades venezuelanas tentarem, sem sucesso, deter o líder político opositor Juan Guaidó. Estas acabaram por deter, entretanto, o ex-vice-presidente do parlamento, o oposicionista Freddy Guevara, de 35 anos.

Segundo o Ministério Público (MP) da Venezuela Freddy Guevara será acusado dos crimes de "atentado contra a ordem constitucional, associação para cometer um crime e traição à pátria" por "ligações a grupos extremistas e paramilitares associados ao Governo colombiano".

Entretanto, o presidente do parlamento (eleito em 2020 e de maioria chavista), Jorge Rodríguez, apelou ao Ministério Público para deter o chefe de gabinete da equipa de Juan Guaidó, Luís Somaza, e os dirigentes Emílio Graterón, Hasler Iglesias e Gilber Caro, do partido Vontade Popular (centro-esquerda).

Sábado, o Chile anunciou que a pedido do líder opositor venezuelano Juan Guaidó, acolheu na qualidade de hóspede, na residência da Embaixada chilena em Caracas, o dirigente opositor venezuelano Emílio Grateról, após solicitação de detenção feita pelo regime.

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